Corpos abandonados em sacos: polícia prende três e identifica mais sete suspeitos em São Paulo
Polícia prende três suspeitos após descoberta de 20 corpos em São Paulo; outros sete são procurados
Reprodução A Polícia Civil de São Paulo prendeu três homens suspeitos de participação em homicídios investigados após uma sequência de ocorrências envolvendo corpos abandonados em ruas, terrenos e áreas de mata da capital e da região metropolitana.
Entre 5 de setembro e 26 de outubro, foram encontrados 20 corpos, alguns deles amarrados, esquartejados ou envolvidos em sacos plásticos e tecidos.
As prisões foram confirmadas pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) na terça-feira (27).
Outros sete suspeitos foram identificados, sendo cinco adultos com mandados de prisão autorizados pela Justiça e dois adolescentes para os quais foram solicitadas medidas de busca e apreensão.
Até o momento, os investigadores identificaram dez possíveis envolvidos em quatro homicídios.
As autoridades ressaltam que as prisões dizem respeito a crimes distintos e que não existem provas de que todas as mortes tenham sido cometidas pelos mesmos responsáveis.
Três homens foram presos em investigações diferentes
A prisão mais recente ocorreu na segunda-feira (26), quando um homem de 44 anos foi detido por suspeita de participação em um assassinato registrado em 19 de outubro, no bairro do Jaçanã, na Zona Norte de São Paulo.
Outro investigado, de 40 anos, foi preso pela Polícia Militar em 23 de outubro.
Ele é suspeito de envolvimento na morte de um jovem de 22 anos, cujo corpo havia sido encontrado no dia anterior em um terreno no Jardim Arpoador, próximo ao Rio Pequeno, na Zona Oeste.
O terceiro homem, de 39 anos, estava preso desde 15 de outubro, inicialmente por uso de documento falso.
Durante a investigação de um homicídio ocorrido dois dias antes, agentes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) reuniram elementos que indicariam sua participação no crime.
Ele foi indiciado por homicídio na terça-feira (27), e a polícia também solicitou sua prisão em relação a essa acusação.
As identidades dos três suspeitos não foram divulgadas oficialmente.
Corpos foram encontrados em diferentes regiões de São Paulo
O levantamento atualizado da Polícia Civil contabiliza 15 corpos na capital paulista e outros cinco em municípios da Grande São Paulo.
Na região metropolitana, foram registradas duas ocorrências em Itapecerica da Serra e uma em cada uma das cidades de Embu das Artes, São Bernardo do Campo e Diadema.
Em parte dos casos, as vítimas foram transportadas e abandonadas em locais públicos depois dos assassinatos. Alguns corpos estavam dentro de sacos plásticos, enquanto outros foram encontrados enrolados em cobertores ou tecidos.
Uma das investigações envolve a morte de Jean Victor Sousa Guimarães, de 22 anos, cujo corpo foi encontrado na Zona Oeste.
Imagens de câmeras de segurança registraram quatro homens retirando um cadáver do porta-malas de um veículo e abandonando-o em uma área de mata.
Conforme o registro policial, a vítima foi atingida por cinco disparos de arma de fogo. As circunstâncias e a participação individual dos investigados ainda estão sendo apuradas.
Polícia não encontrou provas da atuação de assassino em série
A semelhança entre algumas ocorrências provocou especulações sobre a possível atuação de um assassino em série.
Entretanto, a Polícia Civil afirma que não há elementos que comprovem ligação entre todos os homicídios ou indiquem um mesmo autor.
Segundo a diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, o fato de diferentes vítimas terem sido encontradas dentro de sacos ou envolvidas em tecidos não é suficiente para estabelecer uma relação entre os crimes.
As investigações consideram diferentes motivações, entre elas vingança, dívidas, desavenças e possíveis disputas relacionadas ao crime organizado.
Cada ocorrência possui investigação própria, com análise de imagens, depoimentos, vestígios e outros elementos recolhidos pelas equipes policiais.
O secretário estadual da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, informou que o trabalho continua para localizar os demais suspeitos e esclarecer as circunstâncias das mortes.
O delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, também determinou o reforço das investigações com equipes de outros três departamentos da corporação.
Os inquéritos permanecem em andamento. A polícia ainda busca identificar os responsáveis pelos homicídios que não tiveram autoria esclarecida.
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