PT quer investigação de morte e agressões a eleitores.

Deputado Arilson Chiorato relata atropelamento fatal, ataques contra mulheres e possíveis abusos policiais durante comemorações da reeleição de Lula

Assessoria/ALEP/PortalEdsonValerio
PT quer investigação de morte e agressões a eleitores. Foto: Orlando Kissner/Alep

A morte de um homem atropelado em Mangueirinha e as denúncias de agressões durante as comemorações da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levaram o deputado estadual Arilson Chiorato (PT) a cobrar providências das autoridades paranaenses nesta terça-feira (27).

Presidente estadual do PT e líder da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Arilson anunciou que pretende encaminhar os casos ao Ministério Público e ao Tribunal de Justiça, solicitando a apuração das circunstâncias de cada ocorrência.

Um dos episódios citados pelo parlamentar aconteceu em Mangueirinha, no Sudoeste do Estado. Eliseu Pedrozo dos Santos, de 38 anos, morreu na segunda-feira (26), depois de ser atropelado durante uma comemoração eleitoral realizada na noite de domingo (25).

Segundo a Polícia Militar, o motorista avançou contra um bloqueio policial e atingiu quatro pessoas. O condutor foi preso e, conforme as informações policiais, apresentou resultado positivo no teste do bafômetro. As circunstâncias do atropelamento são investigadas.

Abordagem policial em Apucarana é questionada

Outro caso destacado por Arilson ocorreu na Praça Rui Barbosa, em Apucarana, onde três pessoas foram detidas durante uma intervenção policial na noite de domingo.

O deputado assinou um requerimento solicitando à Secretaria de Estado da Segurança Pública a investigação da abordagem à ativista Alícia Gomes, que denunciou agressões e ameaças de morte.

Segundo o relato da ativista, ela foi imobilizada, algemada e atingida no rosto por spray de pimenta durante a ação. Imagens divulgadas da ocorrência mostram o uso do produto quando a mulher estava no chão, sob contenção policial.

A Polícia Militar apresentou uma versão diferente sobre o início da ocorrência. Segundo a corporação, houve resistência às abordagens, desacato e tentativas de interferência nas prisões. A PM informou que utilizou equipamentos de menor potencial ofensivo durante a intervenção.

Arilson defende a análise das gravações e a identificação dos policiais envolvidos para esclarecer a atuação dos agentes.

“Nós não podemos normalizar”, afirmou o deputado durante pronunciamento na tribuna da Assembleia.

Deputado relata outros episódios de violência

Além de Apucarana e Mangueirinha, o parlamentar mencionou denúncias envolvendo mulheres em outras cidades do Paraná.

Em Guarapuava, relatou que uma mulher teria sofrido um golpe conhecido como mata-leão durante uma abordagem da Polícia Militar.

O deputado também citou o atropelamento de uma mulher em Castro, uma agressão em Saudade do Iguaçu e o relato de espancamento de outra mulher em Matinhos, na presença da filha e da neta.

Essas ocorrências foram apresentadas pelo parlamentar como denúncias que precisam ser investigadas. As responsabilidades e as circunstâncias de cada caso ainda dependem de esclarecimento pelas autoridades competentes.

Publicação de Jessicão também é criticada

Arilson também questionou a manifestação da vereadora de Londrina e deputada estadual eleita Jessica Ramos Moreno, conhecida como Jessicão (PL).

Após a reeleição de Lula, a parlamentar publicou uma mensagem nas redes sociais incentivando empregadores a demitir trabalhadores petistas e a substituir prestadores de serviços que apoiassem o presidente.

Para Arilson, a manifestação pode estimular hostilidades motivadas por divergências políticas.
“Esse tipo de postura incita a violência”, afirmou.

O Ministério Público do Trabalho no Paraná abriu procedimento para apurar a publicação por possível assédio eleitoral.

Em manifestação divulgada à imprensa, Jessicão negou que tenha incentivado discriminação política. A parlamentar afirmou que suas declarações fazem parte do debate político e defendeu a liberdade de expressão e a autonomia dos empregadores, respeitados os limites legais.
Arilson afirmou que continuará cobrando esclarecimentos sobre as ocorrências e a responsabilização de eventuais envolvidos, conforme os resultados das investigações.


Siga nossa página no instagram: @portaledsonvalerio




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.