Morre Dadá Figueiredo, referência carioca no surfe.
Um dos grandes influenciadores dentro dos esportes radicais, que marcou principalmente os anos 80 pelo seu estilo irreverente
Reprodução Redes Sociais. O influente surfista Dadá Figueiredo faleceu neste último sábado (24), aos 61 anos, por conta de uma pneumonia. Ele foi um dos nomes mais marcantes de toda a história do surfe brasileiro, servindo como uma inspiração atemporal, com influência direta em todas as gerações posteriores à dele, pelo seu estilo único de surfar.
Dadá começou a surfar durante sua infância, ao longo dos anos 70, com uma prancha de isopor, na praia da Barra da Tijuca, apesar de ter crescido na Zona Norte do Rio de Janeiro, no bairro da Tijuca. Desde sempre chamava a atenção pelo seu estilo contrastante ao de seus companheiros de surfe, sempre com roupas pretas e estilo punk, enquanto a moda era a cultura reggae e roupas coloridas.
Inclusive, ele chegou a fazer parte de uma banda de Rock, sendo o baxista principal do grupo: "Os Normais". Porém, a banda nunca chegou a ter um grande destaque relevante dentro do cenário nacional.
Vida profissional
O surfista carioca entrou para o cenário profissional do esporte no ano de 1985, terminando entre os principais surfistas de todo o território nacional. Dois anos depois, ele foi um dos integrantes da primeira edição do Circuito de Surfe Brasileiro Profissional, e terminou no 14° lugar, resultado suficiente para se manter naquela divisão.
Assim, seguiu sua carreira, conquistando o Campeonato Carioca de Surfe em 1989 e Sea Club Final Heat, realizado em Saquarema no mesmo ano. Além disso, foi eleito pela renomada revista 'Fluir', em 1993 como o melhor "FreeSurfer" do pais inteiro, categoria que define o surfista que deseja apenas aproveitar o estilo de vida, sem regras impostas por terceiros, buscando sempre os picos remotos e as ondas mais perfeitas.
Legado deixado
Dadá Figueiredo também deixou seu legado, chegando a criar uma escolinha de surfe para iniciantes na Barra da Tijuca e sendo o criador das marcas Anti-Fashion e Necrose Social, muito relevantes para todos do meio do surfe.
Além disso, ele foi homenageado com um filme, que conta toda sua trajetória em ordem cronológica, chamado: "Radical - A Controversa Saga de Dadá Figueiredo". O filme, inclusive, ficou cerca de três anos fora do ar por conta de problemas pessoais entre o surfista e o diretor que produziu o documentário.
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