Advogado desafia Richarlison a provar compra de ilha
Disputa por mansão em Angra: Willer Tomaz dá 72 horas para Richarlison apresentar documentos
Reprodução Redes Sociais. Uma mansão de luxo em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, virou motivo de uma disputa pública entre o atacante Richarlison, do Tottenham, e o advogado Willer Tomaz. O conflito ganhou um novo capítulo depois que o advogado estabeleceu um prazo de 72 horas para o jogador apresentar documentos que comprovem seus direitos sobre o imóvel.
Tomaz afirmou que, se Richarlison conseguir demonstrar a ligação com a propriedade e comprovar o investimento de aproximadamente R$ 10 milhões que diz ter realizado, ele próprio transferirá os direitos sobre o imóvel ao atleta sem cobrar nada.
O advogado exige documentos anteriores a julho de 2022, como escritura pública, contrato de compra e venda registrado ou inscrição em nome do jogador na Secretaria do Patrimônio da União (SPU), além dos comprovantes dos valores pagos.
A controvérsia envolve uma residência localizada na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, cuja posse passou a uma empresa ligada a Willer Tomaz após uma disputa judicial.
Richarlison afirma que perdeu imóvel após investir R$ 10 milhões
A reação do advogado ocorreu depois que Richarlison publicou um vídeo nas redes sociais, no sábado (17), relatando que perdeu os direitos sobre a propriedade mesmo depois de investir milhões de reais no local.
Segundo o jogador, a negociação foi realizada entre 2020 e 2021, em sociedade com Alencar da Silveira Júnior, ex-presidente do América-MG, e Renato Velasco, seu ex-empresário. O atacante afirmou que recebeu propostas para vender o imóvel, incluindo uma que teria partido do senador Flávio Bolsonaro (PL), mas decidiu não aceitar.
Richarlison acusa o advogado e o senador de participação em uma manobra que teria permitido a transferência da posse da propriedade por meio de decisão judicial. O jogador também afirmou que não recebeu de volta os valores investidos.
Diante da situação, pediu publicamente que a Polícia Federal investigue o caso.
Advogado contesta acusações e cita decisões judiciais favoráveis
Em manifestação divulgada após o vídeo, Willer Tomaz negou as acusações e sustentou que a disputa já foi analisada pela Justiça.
Segundo o advogado, a empresa Sport 70, ligada ao jogador e ao ex-empresário Renato Velasco, sofreu decisões desfavoráveis durante a tramitação do processo, que chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Tomaz também afirmou que a empresa desistiu da disputa judicial em 2025.
Na versão apresentada pelo advogado, os documentos do processo mencionam o pagamento de R$ 2,6 milhões a terceiros, e não à titular registrada da propriedade. Ele declarou ainda que uma investigação policial anterior sobre o negócio foi arquivada por falta de indícios de crime. O advogado também informou que Richarlison responde a uma ação judicial por declarações feitas anteriormente sobre a disputa.
Nome de Flávio Bolsonaro aparece na controvérsia
A repercussão aumentou depois que Richarlison mencionou Flávio Bolsonaro em suas acusações.
O senador, que disputa a Presidência da República pelo PL, conhece Willer Tomaz e chegou a visitar o imóvel.
Entretanto, Flávio Bolsonaro não figurou como parte na ação judicial sobre a propriedade. Seu nome apareceu no processo como testemunha.
O senador negou envolvimento em irregularidades relacionadas ao imóvel e contestou as acusações feitas pelo jogador.
A propriedade permanece sob controle da WT Administração de Imóveis, empresa ligada a Willer Tomaz.
Jogador ainda não havia respondido ao desafio
Na manifestação pública, o advogado reiterou que está disposto a transferir os direitos sobre o imóvel sem pagamento, desde que o atacante apresente a documentação exigida.
Até a publicação das informações disponíveis, a assessoria de Richarlison não havia respondido ao desafio das 72 horas.
O jogador também declarou que, caso consiga recuperar o dinheiro investido na propriedade, pretende destinar parte do valor ao hospital de Nova Venécia, no Espírito Santo, sua cidade natal.
COMENTÁRIOS