Polícia procura Marco Antonio Villa.

Justiça manda prender historiador Marco Antonio Villa por não pagar pensão ao filho com deficiência

12ª Vara da Família/UOL/
Polícia procura Marco Antonio Villa. Marco Antonio Villa / Reprodução

O historiador e comentarista político Marco Antonio Villa, de 71 anos, é considerado foragido da Justiça de São Paulo após não ser encontrado pela polícia para o cumprimento de um mandado de prisão civil por dívida de pensão alimentícia. O débito chega a R$ 570.358,61 e envolve seu filho de 45 anos, que é pessoa com deficiência.

O mandado foi expedido em 8 de outubro pelo juiz Eduardo Palma Pellegrinelli, da 12ª Vara da Família e das Sucessões do Foro Central Cível de São Paulo. O valor da dívida foi atualizado até 30 de setembro de 2026.

Segundo as informações divulgadas, policiais realizaram buscas em dois endereços ligados ao historiador, mas não conseguiram localizá-lo.

Mandado determina prisão civil por 30 dias

A ordem judicial estabelece a prisão de Marco Antonio Villa por 30 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período.

O documento também autoriza a entrada dos policiais na residência do comentarista para cumprir o mandado, inclusive com arrombamento de portas e fechaduras, caso seja necessário. A decisão foi tomada em um processo que tramita sob segredo de Justiça. O débito de R$ 570 mil está relacionado à obrigação alimentar destinada ao filho adulto de Villa, que possui deficiência.

Historiador não foi encontrado pela PC

As equipes policiais procuraram o comentarista em endereços relacionados a ele na capital paulista e em São Bernardo do Campo, na região metropolitana.
Como não foi localizado, Villa passou a ser considerado foragido, conforme a situação relatada pela polícia.
Historiador, escritor e comentarista político, Marco Antonio Villa é conhecido por sua participação em programas de televisão, rádio e debates sobre política brasileira. Até a atualização das informações nesta sexta-feira (16), não havia confirmação de que o comentarista tivesse sido localizado ou preso.
A reportagem que divulgou o caso procurou Villa para manifestação, mas não obteve resposta.
ESCLARECIMENTO
Marco Antonio Villa fez um esclarecimento em suas redes sociais.

Diante das midiáticas e distorcidas notícias veiculadas a meu respeito, sinto-me na obrigação de esclarecer os fatos ligados a essa triste e lamentável história. 
​​Luto sozinho e calado, há anos, para tentar reverter uma injustiça sem precedente que diariamente me aflige: o dever de destinar 20 salários-mínimos por mês para minha ex-esposa e para um de meus filhos, acrescido do valor do plano de saúde em favor de ambos. 
​​Em valores atuais, a pensão alimentícia que deveria ser por mim paga supera a quantia de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais) por mês! 
​​Infelizmente, nunca tive condições financeiras para arcar com essa quantia desarrazoada.
Não sou milionário, mas sim uma pessoa assalariada que labuta arduamente todos os dias.
​​Desde que fui vítima desta condenação, vi-me compelido a destinar aos beneficiários tudo o que tinha e o que não tinha para não ter minha liberdade cerceada.  
​​Já paguei quase R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais) à ex-esposa da qual há muito me separei e ao meu querido filho (que embora conte 45 anos, em razão de suas fragilidades, vem sendo pela mãe contra mim orquestrado). 
​​Para viabilizar o pagamento desta fortuna tive que me desfazer de patrimônio que angariei ao longo de uma vida dedicada ao trabalho, já tendo destinado a minha ex-esposa: i) os dois imóveis antes por mim titulados (o que nos serviu de lar e um outro situado no litoral); ii) todas as minhas economias; e, ainda, iii) valores levantados mediante a contratação de empréstimos bancários. 
​​Após ter liquidado literalmente meu patrimônio acima mencionado e me compelido a contrair dívidas onerosas, pretende-se, agora, liquidar aquilo que me é mais caro: minha saúde, minha honra e minha liberdade de ir e vir. 
​​Não esmorecerei, contudo. 
​​As diversas ações judiciais em andamento, visando à correção de todos os abusos contra mim cometidos, tramitam em segredo de justiça, e, por esta razão, não podem ter seus detalhes por mim publicados.
​​Registro, apenas, que continuo confiando na justiça, a qual, embora muito já tenha tardado, certamente não falhará.  




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