PC aponta companheiro como autor da morte Isabel Brilhador, em Campo Mourão.

Companheiro é indiciado por feminicídio após corpo de idosa ser achado no quintal

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PC aponta companheiro como autor da morte Isabel Brilhador, em Campo Mourão. Reprodução redes sociais

A Polícia Civil de Campo Mourão concluiu a investigação sobre a morte de Isabel Brilhador, de 65 anos, e apontou o companheiro dela, Anderson do Nascimento Silva, de 31, como autor do crime.

Isabel estava desaparecida desde 4 de setembro, e o corpo foi localizado no dia 15, enterrado no quintal da própria residência.
Para os investigadores, o conjunto de provas reunido durante o inquérito sustenta a acusação contra o suspeito.
Anderson já está preso temporariamente, mas a Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão da medida em prisão preventiva.
Segundo a investigação, ele deverá responder por feminicídio, ocultação de cadáver, fraude processual e furto mediante fraude.
A apuração apontou ainda que havia um relacionamento afetivo de aproximadamente dois anos entre o investigado e a vítima, o que fundamenta a classificação do crime como feminicídio.
Movimentações financeiras chamaram atenção
Um dos principais elementos reunidos pelos investigadores foi a análise da movimentação financeira de Isabel.
Conforme a Polícia Civil, foram identificadas transferências que totalizam aproximadamente R$ 80 mil da conta da vítima para a conta do suspeito.
A polícia acredita que Isabel tenha sido morta entre os dias 28 e 29 de agosto.
Mesmo depois disso, segundo o delegado responsável pelo caso, Anderson teria continuado utilizando o telefone da mulher e mantendo contato com familiares como se fosse ela, alegando que Isabel estaria doente e precisaria viajar para se recuperar emocionalmente.
Outro episódio reforçou as suspeitas.
No dia 3 de setembro, o celular da vítima teria sido utilizado para pagar uma refeição com amigos e, posteriormente, para abastecer o carro do investigado.
Quando questionado sobre o aparelho durante o depoimento, Anderson apresentou versões diferentes sobre como havia ficado com o celular.
O rastreamento, porém, indicou que o telefone estava na casa dele às 20h, contrariando uma das versões apresentadas.
Polícia suspeita de envenenamento
A principal hipótese sobre a causa da morte é envenenamento, mas essa informação ainda depende da conclusão dos exames realizados pela Polícia Científica.
O delegado Luan Oliveira Gonçalves Mota afirmou que, diante das provas reunidas, a Polícia Civil não tem dúvidas sobre a participação do investigado no crime.
Anderson, segundo a investigação, não confessou a morte e teria apresentado versões consideradas incompatíveis com os demais elementos do inquérito.
Com a conclusão da investigação, o caso será encaminhado à Justiça para as próximas medidas.




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