Segurança entra no centro da campanha de Lula.
Lula lança lema “Para o povo trabalhador, proteção; para o bandido, prisão” no segundo turno
Reprodução Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou nesta quarta-feira, 7 de outubro, o lema que pretende usar na campanha do segundo turno: “Para o povo trabalhador, a proteção. Para o bandido, a prisão.”
A frase foi anunciada durante um encontro com parlamentares e influenciadores, quando Lula defendia a aprovação da PEC da Segurança Pública e uma participação maior do governo federal no combate ao crime organizado.
“O nosso lema é o seguinte: para o povo trabalhador, a proteção. Para o bandido, a prisão. É esse o nosso lema daqui para frente, gente”, afirmou.
Segurança ganha espaço no discurso do segundo turno
Durante o encontro, Lula afirmou que pretende ampliar a participação da União na segurança pública, com maior atuação da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal.
O presidente também voltou a defender a criação de um Ministério da Segurança Pública e disse que o governo trabalha para transformar 138 presídios regionais em unidades de segurança máxima.
O discurso ocorre no início do segundo turno, período em que a segurança pública passou a ocupar espaço maior na campanha presidencial.
Facções também estão no debate
Outro tema presente na disputa é a classificação de organizações como PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas.
O governo Lula se posicionou contra o enquadramento formal das duas facções como organizações terroristas. Em declarações anteriores, o presidente afirmou que PCC e Comando Vermelho aterrorizam comunidades brasileiras, mas rejeitou a classificação adotada pelos Estados Unidos.
O governo defende o enfrentamento dessas organizações por meio de mecanismos voltados ao crime organizado, incluindo integração das forças de segurança e combate à estrutura financeira das facções.
Política tributária também provoca críticas ao governo
O novo lema passou a circular nas redes ao mesmo tempo em que adversários e usuários retomaram críticas à política tributária adotada pelo governo desde 2023.
Levantamento publicado pela Exame identificou ao menos 37 medidas adotadas pelo governo ou aprovadas pelo Congresso com apoio da gestão Lula que aumentaram arrecadação ou tributação para empresas e consumidores.
A relação inclui mudanças envolvendo combustíveis, investimentos, importações, veículos, apostas esportivas e benefícios fiscais, entre outros setores.
Segundo o levantamento, parte das medidas foi apresentada pelo Ministério da Fazenda como necessária para recompor a base tributária, fechar brechas e corrigir distorções.
A segurança pública e a política econômica entram, assim, entre os temas presentes no confronto político do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL)
COMENTÁRIOS