Alunos da UFMT são denunciados por ataques racistas.

Instituição avalia sanções cabíveis, enquanto Polícia Civil de Mato Grosso investiga o caso

Beatriz Garcia/ig
Alunos da UFMT são denunciados por ataques racistas. master1305/Freepik / Manifestações racistas foram compartilhadas em grupos de WhatsApp

Estudantes do curso de economia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)  são investigados pela Polícia Civil do Estado após denúncias de manifestações racistas e misóginas.
O episódio ocorreu nos dias 3 e 4 de outubro, em grupos no Whatsapp.
A instituição informou, em nota, que a denúncia foi encaminhada à unidade administrativa competente e que as providências cabíveis estão sendo adotadas.
A Universidade Federal de Mato Grosso esclarece que “a apuração seguirá os procedimentos internos previstos na regulamentação institucional”.
A discussão passou, então, a acontecer em outro grupo no Whatsapp, desta vez o canal “Geral”, administrado pela Atlética Monopólio.
Segundo o Boletim de Ocorrência, o mesmo aluno que se referiu ao colega usando o termo “carvão”, teria escrito que, por causa de outro estudante, “os preto lá tá achando que tem direito agora”, referindo-se ao grupo “Informes Economia” ter sido restringido.
Além destas, outras mensagens com figurinhas consideradas racistas teriam sido enviadas, incluindo uma imagem de uma mulher negra realizando um exame de ultrassom, com a representação do bebê como um macaco.
Segundo o aluno que denunciou, em nenhum momento houve intervenção dos administradores do grupo da atlética para suspender as manifestações.
Em nota de esclarecimento, publicada no Instagram na noite de segunda-feira (05), a Atlética afirmou que repudia o conteúdo das mensagens enviadas no grupo e que iniciou uma apuração interna.
“Nos solidarizamos integralmente com as vítimas e aqueles que foram atingidos pelas palavras proferidas. O esporte e a integração universitária não têm espaço para o racismo, misoginia ou qualquer forma de discriminação”, concluiu a Atlética, em nota.
Já o Centro Acadêmico de Ciências Econômicas declarou, em nota de repúdio, também publicada no Instagram, que rejeita “qualquer tentativa de naturalizar ou relativizar esse tipo de comportamento”, e que “o Centro Acadêmico não se calará diante do racismo e da misoginia.
Defendemos que os fatos sejam devidamente apurados e que os responsáveis sejam investigados e responsabilizados, conforme as normas e os procedimentos institucionais aplicáveis”.
O caso está sob sigilo e em investigação pela Polícia Civil de Mato Grosso.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.