Bancada pró-impeachment cresce no Senado Federal.
Novo Senado terá 49 parlamentares favoráveis a impeachment no STF, cinco abaixo do necessário
STF no espelho feito por IA. A composição do Senado que assume em 2027 terá um número maior de parlamentares que já defenderam publicamente o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. O crescimento dessa bancada, porém, ainda não significa que existam votos suficientes para afastar um ministro da Corte.
Levantamento publicado após as eleições aponta 49 dos 81 senadores da próxima legislatura com manifestações favoráveis à medida, em alguns casos condicionadas à análise das acusações e à comprovação de crime de responsabilidade.
Para que um ministro seja condenado e perca o cargo são necessários votos de dois terços do Senado, ou 54 parlamentares. Considerando apenas as posições públicas identificadas até agora, faltariam cinco votos.
Dos 49 senadores, 35 foram eleitos agora
O grupo identificado no levantamento reúne 35 senadores eleitos em 2026 e outros 14 parlamentares que já estavam no Senado e possuem mandato até 2031.
Entre os nomes que já defenderam a possibilidade de impeachment estão Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL e eleitas pelo Distrito Federal, além de parlamentares como Damares Alves, Magno Malta, Gustavo Gayer, Rogério Marinho, Hamilton Mourão, Carlos Bolsonaro e Marcos Pontes.
O apoio à medida não está restrito a um único partido, embora a maior concentração esteja entre parlamentares da direita e da oposição ao governo federal.
Há também senadores que admitem um processo de impeachment apenas diante da comprovação de crime de responsabilidade, o que torna inadequado considerar todos os nomes como votos automaticamente garantidos em qualquer processo futuro.
Levantamentos chegam a números diferentes
Outra apuração, feita após a eleição, encontrou 30 dos 54 senadores eleitos em 2026 com manifestações favoráveis ao impeachment de ministros do STF.
A diferença em relação ao levantamento que chegou a 35 novos senadores ocorre por causa dos critérios utilizados para classificar as declarações públicas.
Há parlamentares que defendem abertamente a retirada de determinados ministros, enquanto outros afirmam apenas que votariam pelo afastamento caso fossem comprovados crimes de responsabilidade.
Por isso, os números disponíveis mostram posicionamentos conhecidos até o momento, e não uma previsão de como cada senador votaria diante de um processo específico.
Cinco votos ainda separam grupo do quórum necessário
Mesmo que os 49 parlamentares mantivessem a posição já manifestada e votassem juntos em determinado processo, seriam necessários outros cinco votos para atingir os 54 exigidos para a condenação.
Além da quantidade de votos, há outro ponto político importante: para que um pedido avance, ele precisa percorrer a tramitação no Senado. A condução desse processo passa pela presidência da Casa.
A escolha do presidente do Senado para a legislatura iniciada em 2027, portanto, também terá peso sobre o andamento de eventuais pedidos apresentados contra ministros do Supremo.
Declaração pública não garante voto futuro
O número de senadores classificados como favoráveis não representa a existência de um bloco formal de 49 votos.
Um parlamentar pode defender, em tese, a possibilidade de impeachment e posteriormente considerar que determinado pedido não apresenta elementos suficientes para condenação.
Também existem senadores para os quais ainda não foi localizada posição pública clara sobre o assunto
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