121 Toneladas de lixo reciclável foram para Aterro Sanitário.
Frame do vídeo que mostra a saída do lixo dentro do galpão O Ministério Público do Paraná (MPPR) confirmou,
por meio de uma decisão contundente, um grave erro na gestão de
resíduos sólidos em Maringá.
Após uma denúncia formalizada pelo vereador
Professor Pacífico, as investigações constataram que 121,85
toneladas de materiais recicláveis acabaram sendo aterradas em um
lixão privado após serem abandonadas pelo poder público.
De acordo com as apurações do inquérito civil, a
prefeitura utilizou o antigo galpão do IBC como um depósito
clandestino entre os meses de janeiro e setembro de 2024.
No total, foram realizados 117 descarregamentos no local, somando 210,07
toneladas de lixo reciclável.
O agravante é que o espaço operava à margem da lei, não
possuindo qualquer licenciamento ou autorização ambiental expedida pelo Instituto
Água e Terra (IAT) para este fim.
Deste grande volume armazenado, a administração municipal conseguiu repassar
apenas 79,74 toneladas para as cooperativas de reciclagem
conveniadas. O montante restante foi largado no barracão.
Com o passar dos meses, a falta de destinação gerou uma severa
deterioração e contaminação do material.
O local sofreu com a proliferação de roedores, trazendo um risco
epidemiológico grave de transmissão de doenças como leptospirose e
hantavirose.
Foto ilustrativa
Diante do cenário caótico e insalubre, tanto a Vigilância em Saúde quanto
as próprias cooperativas rejeitaram o recebimento do material,
obrigando que todo o saldo de 121,85 toneladas fosse descartado e
enterrado no aterro sanitário da Pedreira Ingá em setembro de
2025.
Para o vereador Professor Pacífico, que iniciou os questionamentos,
o episódio escancara uma grave falha da gestão anterior.
Ele ressaltou que a situação representa um grande desperdício de dinheiro
público e um desrespeito direto ao cidadão que faz a sua parte separando o lixo
em casa.
A decisão assinada em 10 de setembro de 2026 pelo promotor de Justiça
Nivaldo Bazoti determinou a formulação de um Termo de
Ajustamento de Conduta (TAC).
O acordo exige que o Município seja proibido de armazenar resíduos sem licença,
além de obrigar a adoção de medidas rígidas de fiscalização e educação
ambiental.
Paralelamente, o caso foi encaminhado para a 20ª Promotoria de Justiça
de Maringá, que deverá investigar os prejuízos causados aos cofres
públicos e buscar o ressarcimento ao erário.
COMENTÁRIOS