Bolsa Família terá reajuste de 15%
Bolsa Família passa a pagar mínimo de R$ 691; veja os novos adicionais
Reprodução GF/AgenciaBrasil/ O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou um reajuste de aproximadamente 15% nos valores do Bolsa Família.
Com a atualização, o benefício mínimo por família passará de R$ 600 para R$ 691.
O valor médio mensal deverá subir de R$ 675 para R$ 777, de acordo com o Ministério do Planejamento e Orçamento. Os novos valores começam a ser pagos em 19 de outubro de 2026, conforme o calendário organizado pelo último número do NIS dos beneficiários.
Valor por integrante sobe para R$ 164
O valor básico considerado no cálculo do programa passará de R$ 142 para R$ 164 por integrante da família.
Caso a soma dos benefícios não alcance R$ 691, será aplicado um complemento para garantir o novo valor mínimo familiar. A correção considera a inflação acumulada desde a reformulação do Bolsa Família, em março de 2023. Desde o relançamento, os valores do programa ainda não haviam sido reajustados.
Adicionais também terão novos valores
Os benefícios complementares pagos conforme a composição familiar também serão atualizados:
O adicional de R$ 150 por criança de até 6 anos passará para R$ 173;
O adicional de R$ 50 destinado a gestantes passará para R$ 58;
O adicional de R$ 50 por criança ou adolescente entre 7 e 18 anos incompletos passará para R$ 58;
O adicional de R$ 50 destinado a famílias com bebês de até 6 meses também passará para R$ 58.
Os valores são cumulativos e variam conforme o número de integrantes que atendem aos critérios do programa.
Impacto será de R$ 5,8 bilhões em 2026
O Ministério do Planejamento estima que o reajuste terá impacto de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas em 2026. Para 2027, o custo adicional previsto é de aproximadamente R$ 22,7 bilhões.
O Bolsa Família atende cerca de 19,3 milhões de famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza em todo o país.
Critério de renda permanece o mesmo
A regra de entrada no programa não foi alterada. Para receber o Bolsa Família, a renda mensal familiar deve ser de até R$ 218 por pessoa. As famílias também precisam estar inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, com os dados atualizados.
A inscrição no Cadastro Único não resulta na concessão automática. A inclusão no programa depende da análise das informações e da disponibilidade orçamentária.
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