Eleições já movimentaram quase R$ 200 milhões
Dinheiro público representa 84% dos recursos recebidos pelas campanhas no Paraná
Reprodução Desse montante, R$ 88,96 milhões já foram efetivamente pagos aos fornecedores e prestadores de serviços.
Os números fazem parte das prestações parciais de contas e podem mudar diariamente com a inclusão de novas receitas, contratações e pagamentos no sistema da Justiça Eleitoral.
Campanhas arrecadaram R$ 290,6 milhões
Partidos e candidatos do Paraná declararam o recebimento de R$ 290,6 milhões para financiar a disputa eleitoral.
A maior parte do dinheiro tem origem pública. Aproximadamente R$ 244 milhões, equivalentes a 84% do total, vieram do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.
Os recursos privados somam R$ 46,6 milhões, ou 16% da arrecadação. O valor inclui doações de pessoas físicas e dinheiro colocado pelos próprios candidatos nas campanhas.
Tião Medeiros declarou R$ 2,93 milhões em despesas
Entre os nomes ligados a Maringá e à região Noroeste, Tião Medeiros (PP) aparece com o maior volume de despesas declaradas: R$ 2.934.368.
Candidato à reeleição para deputado federal, Tião informou ter recebido aproximadamente R$ 2,68 milhões. Cerca de R$ 2,37 milhões vieram de repasses partidários, enquanto o próprio candidato investiu R$ 150 mil. A maior despesa está na contratação de pessoal, com R$ 1,88 milhão. Também foram declarados R$ 375,6 mil em adesivos, R$ 241,3 mil em materiais impressos e R$ 160 mil em impulsionamento de conteúdo nas redes sociais.
O total gasto corresponde a aproximadamente 92% do teto eleitoral de R$ 3,17 milhões permitido para candidatos a deputado federal no Paraná.
Sargento Fahur já soma R$ 2,28 milhões
Na sequência aparece o deputado federal Sargento Fahur (PL), que declarou R$ 2.284.571 em despesas de campanha. O candidato informou ter recebido R$ 868,3 mil até a atualização consultada. Desse total, R$ 780 mil foram repassados pelo partido.
A campanha destinou aproximadamente R$ 881,7 mil à militância e mobilização de rua, R$ 394,7 mil a adesivos, R$ 245,6 mil à contratação de pessoal e R$ 169,4 mil a materiais impressos. Também aparecem R$ 146,5 mil para locação de veículos e R$ 110 mil em serviços advocatícios.
Ricardo Barros registra R$ 1 milhão
O deputado federal Ricardo Barros (PP) declarou aproximadamente R$ 1 milhão em despesas contratadas. A mobilização de rua representa a maior parcela, com R$ 327,6 mil.
Os serviços prestados por terceiros somam R$ 200 mil. A prestação de contas também apresenta R$ 122,8 mil em materiais impressos, R$ 114 mil em impulsionamento de conteúdo, R$ 74 mil em adesivos e R$ 70 mil em serviços jurídicos.
Dr. Leônidas supera R$ 680 mil
Na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa, Dr. Leônidas (PP) declarou R$ 681.638 em despesas e aproximadamente R$ 1,05 milhão em recursos recebidos. A contratação de pessoal concentra a maior parte dos gastos, com R$ 591,2 mil. A campanha também informou R$ 66,9 mil em adesivos e R$ 13,3 mil em materiais impressos.
Homero Marchese gastou R$ 546 mil
Candidato a deputado federal, Homero Marchese (Novo) declarou R$ 546.467 em gastos e R$ 633,6 mil em recursos recebidos.
A maior parte da arrecadação, aproximadamente R$ 622,4 mil, veio do partido.
Entre as despesas aparecem R$ 282,4 mil em serviços prestados por terceiros, R$ 131,7 mil em materiais impressos, R$ 50 mil em impulsionamento de conteúdo e R$ 42,8 mil em militância e mobilização de rua.
Nishimori declarou R$ 451 mil
O deputado federal Luiz Nishimori (PSD) informou aproximadamente R$ 451.512 em despesas. A campanha havia recebido cerca de R$ 1,5 milhão. Os materiais impressos representam o principal gasto, com R$ 219,9 mil. Outros R$ 60 mil foram destinados ao impulsionamento de conteúdo e R$ 60 mil a transporte e deslocamento.
Jacovós e Evandro Oliveira passam de R$ 300 mil
O deputado estadual Delegado Jacovós (PL) declarou R$ 361.391 em gastos e R$ 271 mil em recursos recebidos.
Já Evandro Oliveira, o Evandro da Unifamma (Republicanos), informou R$ 339.740 em despesas. A campanha declarou R$ 240,9 mil em receitas, incluindo R$ 120 mil investidos pelo próprio candidato.
Entre os gastos de Evandro Oliveira estão R$ 116,9 mil em materiais impressos, R$ 90 mil em mobilização de rua e R$ 68,5 mil na contratação de pessoal.
Confira outros candidatos ligados a Maringá
Mario Verri (PT) declarou R$ 167.129 em despesas e R$ 168,4 mil em recursos recebidos. Os maiores gastos envolvem materiais impressos, pessoal e locação de veículos.
Evandro Araújo (PSD) informou R$ 118.100 em despesas e R$ 176,6 mil em receitas. A publicidade impressa representa R$ 56,4 mil do total.
Na prestação disponível de Ulisses Maia (PSD), as despesas declaradas somavam R$ 69.119, enquanto as receitas estavam em aproximadamente R$ 50,9 mil.
Do Carmo (Podemos) havia declarado R$ 24,8 mil em despesas em uma atualização anterior. A campanha recebeu R$ 1,2 milhão do partido e R$ 50 mil de uma pessoa física.
Os registros desses candidatos foram processados em datas diferentes. Por isso, os valores servem como retrato parcial da campanha e não como prestação definitiva.
Doações particulares chegam a R$ 27,8 milhões
As doações feitas por pessoas físicas às campanhas do Paraná somam aproximadamente R$ 27,8 milhões.
Os maiores doadores individuais são Odacir Antonelli, com R$ 1,35 milhão; Luciano Ramos Volk, com R$ 1 milhão; Francisco Soares Rorato e Terezinha Soares Rorato, com R$ 650 mil cada; e Luis Felipe Cunha, com R$ 500 mil.
Os próprios candidatos colocaram aproximadamente R$ 4,49 milhões nas campanhas.
O candidato ao Senado Deltan Dallagnol (Novo) lidera o autofinanciamento, com R$ 430 mil.
Em seguida aparece Newton Bonin (Republicanos), candidato a deputado federal, com R$ 317,5 mil.
Tião Medeiros investiu R$ 150 mil. Os deputados estaduais Romanelli e Ademar Traiano, ambos do PSD, colocaram R$ 127 mil e R$ 120 mil, respectivamente, nas próprias campanhas.
Impressos e redes sociais lideram gastos
Dos R$ 88,96 milhões já pagos pelas campanhas no Paraná, aproximadamente R$ 15,3 milhões foram destinados à produção de materiais impressos.
O impulsionamento de conteúdo em redes sociais aparece na segunda posição, com R$ 14,25 milhões.
Também foram pagos R$ 10,3 milhões em despesas com pessoal, R$ 8 milhões em serviços prestados por terceiros, R$ 7,65 milhões na produção de programas de rádio, televisão ou vídeo e R$ 5,5 milhões em atividades de militância e mobilização de rua.
Facebook recebeu R$ 11,55 milhões
O Facebook Serviços Online do Brasil é o maior fornecedor das campanhas paranaenses até o momento, com aproximadamente R$ 11,55 milhões recebidos.
Na sequência aparecem a DLocal Brasil, com R$ 2,07 milhões, e a Yari Estratégias em Marketing, com R$ 1,38 milhão.
Carambola Produções, Soma Produção de Vídeo e Gerez Branding receberam cerca de R$ 1 milhão cada.
Também estão entre os maiores fornecedores a JK Artes Gráficas, com R$ 842,6 mil; Hellograf Artes Gráficas, com R$ 820,9 mil; Bonini Guedes Advocacia, com R$ 800 mil; e Luchina & Luchina, com R$ 680 mil.
Lembrando que as despesas contratadas representam os compromissos assumidos pelas campanhas, mesmo quando ainda não foram quitados. Por isso, o valor declarado como gasto pode aparecer temporariamente acima das receitas registradas ou dos pagamentos efetivamente realizados. As informações são atualizadas conforme os partidos, candidatos, bancos e fornecedores encaminham os dados ao TSE.
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