Mensagem de cada DIA!

O intervalo da ternura

REPRODUÇÃO
 O intervalo da ternura

Entre um pensamento e outro, a hora de recomeçar se faz presente... Estamos sempre recomeçando, com ou sem vontade...
A vida se impõe e temos que abrir espaço pra o vigor que nos impulsiona ao infinito...
Viver é gostosos desafio!
“Você não controla o que fazem com você, mas sempre controla como responde a isso.” (@passarinhos_no_telhado).

Estamos sempre expostos diante de um público que se sente à vontade de expressar opiniões diversas, às vezes sem nenhum compromisso com a verdade.
Não podemos impedir os julgamentos que são proferidos, mas podemos evitar que façam estragos dentro de nós.
Sim, uma palavra atravessada pode permanecer conosco muito depois que a conversa terminou.
Enquanto lavamos uma xícara ou procuramos uma chave, ela retorna, pedindo explicações que talvez ninguém venha oferecer.
O primeiro movimento costuma ser devolver o incômodo, fazer o outro sentir alguma coisa semelhante.
Há, porém, um pequeno espaço que podemos aprender a reconhecer antes de transformar a ferida em resposta.
Nem sempre conseguimos encontrá-lo de imediato.
O susto, a tristeza e a indignação chegam sem pedir licença, e sentir tudo isso não constitui fracasso.
A liberdade vai sendo cultivada quando acolhemos o que sentimos e procuramos decidir o que fazer com esse sentimento.
Às vezes, a resposta mais honesta é pedir tempo. Em outras ocasiões, é dizer com firmeza que determinada atitude não pode continuar.
A serenidade também sabe colocar limites. Ela não exige que alguém permaneça disponível ao que o machuca.
Diante de Deus, podemos apresentar a vontade de discutir, o orgulho ferido, a frase que já estava pronta.
A oração permite que a nossa verdade seja recebida antes de ser lançada sobre alguém.
Nesse recolhimento, percebemos quanto desejamos ser respeitados e quanto precisamos preservar o respeito ao falar.
Talvez ainda seja necessário retomar a conversa, esclarecer um mal-entendido ou tomar distância.
Mas já não precisamos entregar ao impulso toda a condução do encontro.
Aprender essa pausa leva tempo e inclui recomeços.
Haverá respostas das quais nos arrependeremos, acompanhadas da possibilidade humilde de pedir perdão.
A maturidade não nos torna intocáveis; torna mais cuidadoso o modo como tocamos a vida alheia.
Quando a noite chega, é uma paz discreta perceber que a dor encontrou palavras sem precisar se tornar uma nova ferida.

Bênção! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraço!




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