Suspeito de matar jovem tem prisão preventiva decretada.
Investigação revela possível planejamento em morte de jovem atacada dentro de academia
Reprodução redes sociais A investigação sobre a morte de Thaissa de Oliveira Marques, de 21 anos, ganhou novos elementos e aponta para a possibilidade de que o crime tenha sido planejado.
A jovem foi morta dentro de uma academia em Londrina, no Norte do Paraná.
O principal investigado, Gabriel de Andrade, teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva e permanece detido enquanto a Polícia Civil avança na apuração do caso.
Segundo o delegado Magno Miranda, responsável pela investigação, a sequência dos acontecimentos reforça a hipótese de premeditação.
O suspeito conhecia a região e frequentava uma academia localizada em frente ao estabelecimento onde Thaissa foi morta.
Ainda conforme a investigação, Gabriel costumava circular pelo local alegando que procurava emprego.
Ele teria comparecido diversas vezes ao estabelecimento depois de não ser selecionado em um processo de contratação.
Outro elemento analisado pelos investigadores são áudios enviados por Thaissa a uma amiga.
Nas gravações, ela teria relatado que vinha percebendo um comportamento considerado estranho e investidas frequentes do suspeito dentro da academia.
Perícia busca novas evidências
A perícia recolheu material genético sob as unhas da vítima, que deverá ser submetido a análise para verificar se houve contato físico durante o ataque e auxiliar na confirmação da autoria.
Os investigadores também aguardam os resultados de exames realizados em equipamentos eletrônicos e de outros materiais coletados no local.
Os laudos devem ser incorporados ao inquérito nos próximos dias.
De acordo com o delegado, um dos pontos que chamou a atenção durante a apuração foi o comportamento do investigado antes do crime.
“Toda a dinâmica leva a crer que ele agiu de forma premeditada”, afirmou o delegado Magno Miranda.
Conforme relatado pela autoridade policial, o suspeito estava na academia em frente ao local do crime, foi para casa, trocou de roupa e depois retornou.
Suspeito apresentou versões diferentes
Após deixar o local, Gabriel teria procurado uma oficina da região.
Inicialmente, segundo a polícia, ele afirmou que havia sido vítima de um assalto.
A versão, porém, mudou durante a investigação. Depois que os policiais localizaram o corpo de Thaissa, o suspeito acabou confessando o crime.
Em depoimento oficial, entretanto, declarou que não se lembrava do que havia acontecido.
Relembre o caso
Thaissa foi encontrada morta dentro de uma academia que ainda não havia sido aberta ao público e estava em fase de preparação para a inauguração.
A jovem havia sido contratada recentemente e trabalhava distribuindo panfletos em frente ao estabelecimento.
Segundo a investigação, Gabriel já vinha observando a vítima.
Na tarde do dia 11, ele teria ido até a academia sob o pretexto de conhecer o espaço e, conforme a polícia, tentado estuprar Thaissa.
A jovem teria reagido e entrado em luta corporal com o suspeito.
Durante o confronto, ela foi atacada e morreu após sofrer cerca de 40 golpes de faca, segundo as informações da investigação.
Com a prisão preventiva decretada, o investigado permanece no sistema prisional.
A Polícia Civil aguarda os resultados das perícias para concluir o inquérito e esclarecer todas as circunstâncias do homicídio.
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