Imagens: ClaudiomarCesar/ O desaparecimento da Sra Isabel Brilhador, de 65 anos, terminou de forma triste nesta terça-feira (15), em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná.
O corpo foi localizado enterrado no quintal da própria residência, nos fundos do terreno onde Dona Isabel morava, no Jardim Cidade Alta.
Equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica foram mobilizadas para realizar a perícia e retirar o corpo da cova. Depois dos procedimentos no imóvel, o corpo seria encaminhado ao Instituto Médico-Legal para identificação oficial e exames complementares.
Isabel estava desaparecida desde 4 de setembro
A família não tinha notícias de Isabel desde o dia 4 de setembro. O desaparecimento foi comunicado à polícia no dia seguinte. Conforme os familiares, Isabel mantinha contato frequente por mensagens, fotografias e áudios, nos quais costumava compartilhar detalhes da rotina.
Nos dias anteriores ao desaparecimento, porém, os parentes perceberam mudanças na forma como ela se comunicava. As respostas teriam ficado mais curtas e, em determinados momentos, o telefone celular permaneceu fora da área de cobertura. Uma das filhas tentou fazer uma chamada de vídeo depois de receber uma mensagem atribuída à mãe, mas não conseguiu falar com dona Isabel.
Buscas envolveram câmeras e cão farejador
A Polícia Civil iniciou uma série de diligências para esclarecer o desaparecimento. O trabalho incluiu depoimentos, análise de imagens de câmeras de segurança e buscas em diferentes áreas de Campo Mourão.
Equipes do Corpo de Bombeiros e um cão farejador também participaram das buscas. Antes da localização do corpo, uma região de mata chegou a ser vistoriada pelos agentes. As investigações avançaram depois que a polícia identificou contradições em depoimentos e uma movimentação financeira considerada relevante.
Homem está preso temporariamente
Um homem de 31 anos, que teria mantido um relacionamento anterior com Isabel, foi preso temporariamente na quinta-feira (10) depois de prestar depoimento e apresentar versões consideradas contraditórias pelos investigadores.
As divergências estariam relacionadas à cronologia do desaparecimento e a outros elementos reunidos pela Polícia Civil. O homem nega envolvimento. A defesa afirma que ele está colaborando com as investigações.
Pix de R$ 80 mil é investigado
Durante a apuração, os policiais identificaram uma transferência de aproximadamente R$ 80 mil, realizada por Pix da conta de Isabel para a conta do investigado.
A movimentação ocorreu na mesma semana em que a mulher desapareceu. A Polícia Civil busca esclarecer em quais circunstâncias o dinheiro foi transferido e se a operação possui relação com a morte. A transação financeira será analisada em conjunto com os depoimentos, imagens e demais provas recolhidas.
Corpo estava enterrado em área usada como horta
O corpo foi encontrado em uma cova nos fundos da residência, em uma parte do terreno que seria utilizada como horta. A localização dentro da propriedade deverá ajudar os investigadores a reconstruir os acontecimentos e identificar quem teve acesso ao imóvel no período em que Isabel estava desaparecida.
A perícia também busca vestígios que possam indicar quando o corpo foi enterrado e se houve participação de outras pessoas.
Exames devem apontar a causa da morte
Com a localização do corpo, a investigação entra em uma nova fase. Os exames do Instituto Médico-Legal deverão apontar a causa da morte, o período aproximado em que ocorreu e a existência de possíveis lesões. O homem preso permanece na condição de investigado. A responsabilidade criminal será definida a partir das provas reunidas no inquérito e das conclusões dos exames periciais.
Informações que possam colaborar com a investigação podem ser repassadas pelos telefones 181, 190 ou 197.
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