Mulher morre após injeção para queda de cabelo.

Aplicação em salão termina em morte de professora de 50 anos; polícia investiga possível homicídio culposo

NaMira/Metropóles/edsonvalerio.com.br
Mulher morre após injeção para queda de cabelo. Reprodução Redes Sociais.

Uma ida ao salão de beleza para cuidar dos cabelos terminou em uma investigação policial sobre a morte de uma professora de 50 anos, em Ceilândia, no Distrito Federal.

Lidiane Gomes de Souza Alves morreu após apresentar um quadro de choque anafilático depois de receber uma injeção que teria sido oferecida como tratamento para queda de cabelo.

A Polícia Civil agora tenta responder à principal pergunta do caso: o que exatamente foi aplicado e qual substância provocou a reação fatal?

Falta de ar começou depois que ela voltou para casa

Segundo o marido, Valdeci Alves, Lidiane saiu de casa para ir ao salão e retornou cerca de duas horas depois apresentando falta de ar e dificuldade para falar.
Ele contou que não sabia que a esposa receberia uma aplicação injetável.
Diante da rápida piora, levou Lidiane imediatamente à UPA do P Norte.
A professora recebeu atendimento de emergência, mas não resistiu.
O marido relatou ainda que Lidiane não utilizava medicamentos de uso contínuo.

Aplicação teria sido de complexo vitamínico

As primeiras informações levantadas na investigação indicam que Lidiane teria recebido uma aplicação de complexo vitamínico no glúteo, apresentada como tratamento para fortalecer os cabelos e combater a queda.
Entretanto, a Polícia Civil ainda não estabeleceu qual substância provocou o choque anafilático.
Essa definição dependerá dos exames periciais. O delegado responsável pela investigação destacou que Lidiane também havia passado por outros procedimentos químicos nos cabelos, fator que deverá ser considerado durante a apuração.

Marido voltou ao salão para descobrir o que havia sido aplicado

Enquanto a mulher era atendida na unidade de saúde, a equipe médica questionou quais produtos ela havia recebido. Valdeci então retornou ao estabelecimento.
Ele fotografou embalagens e produtos utilizados e voltou para a UPA acompanhado da pessoa apontada como responsável pela aplicação. Segundo o relato do marido, essa mulher teria se apresentado como biomédica.
A qualificação profissional e as circunstâncias em que o procedimento foi realizado também fazem parte da investigação.

Polícia apreendeu seringas, frascos e diferentes substâncias

A Polícia Civil realizou diligências no salão e recolheu materiais que poderão ajudar a esclarecer o caso.
Foram apreendidos seringas, frascos, caixas e diferentes substâncias encontradas no estabelecimento.
O material será analisado para identificar o que efetivamente foi utilizado no procedimento e se existe relação direta com a morte da professora.
Reportagens sobre o caso informam que entre os produtos encontrados havia substâncias identificadas nas embalagens como nicotinamida, ácido hialurônico, peptídeos e outros compostos, mas a polícia ainda não apontou qual deles, se algum, desencadeou a reação fatal.

Caso é investigado como homicídio culposo

A 23ª Delegacia de Polícia conduz o inquérito.
Entre as hipóteses investigadas estão homicídio culposo, quando não existe intenção de matar, e eventual exercício ilegal da medicina, arte dentária ou farmacêutica.
A abertura da investigação não significa que essas práticas já estejam comprovadas.
Testemunhas e pessoas envolvidas no procedimento começaram a ser ouvidas, e a polícia também realizou perícia no estabelecimento.
Laudo deverá ajudar a explicar o que aconteceu

A investigação aguarda agora o resultado dos exames do Instituto de Medicina Legal (IML).
O laudo deverá ser fundamental para estabelecer a causa da reação e tentar identificar qual substância estava presente no organismo da professora.
A previsão inicial é de que o resultado seja concluído em até 30 dias.
Até lá, a polícia evita apontar definitivamente o produto responsável pela morte.
Lidiane deixa marido e uma filha.
O caso transforma um procedimento apresentado como tratamento estético em uma investigação que deverá esclarecer quem realizou a aplicação, quais produtos foram utilizados e se o procedimento poderia legalmente ser realizado naquele ambiente e daquela maneira.




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