IA acelera crimes digitais e faz ataques cibernéticos dispararem no Brasil
Ataques cibernéticos com inteligência artificial avançam três vezes mais rápido no Brasil
Reprodução O avanço da inteligência artificial está mudando também o cenário do crime digital.
No Brasil, ataques cibernéticos realizados ou potencializados por sistemas automatizados vêm crescendo em um ritmo três vezes superior à média mundial, segundo levantamento citado da empresa de segurança Fortinet.
A combinação entre novas tecnologias, digitalização das empresas e expansão do trabalho remoto aumentou a quantidade de sistemas, dispositivos e informações expostos a possíveis invasões.
Com ferramentas de IA, criminosos conseguem automatizar tarefas que antes exigiam mais tempo e conhecimento técnico, tornando operações fraudulentas mais rápidas, baratas e direcionadas.
Golpes ganham precisão com a inteligência artificial
Uma das principais mudanças está na chamada engenharia social.
Sistemas automatizados podem produzir mensagens falsas muito mais convincentes, adaptadas ao perfil das vítimas e sem os erros de linguagem que frequentemente ajudavam a identificar golpes.
O mesmo tipo de tecnologia pode ser empregado para localizar continuamente falhas em sistemas e redes, permitindo que vulnerabilidades sejam exploradas antes mesmo de serem corrigidas pelas equipes responsáveis pela segurança.
Empresas estão entre os principais alvos
Levantamentos da Trend Micro apontam os setores de serviços e financeiro entre os mais visados pelos ataques no país.
Entre as estratégias utilizadas pelos criminosos estão a clonagem de voz, empregada para tentar validar operações financeiras fraudulentas, e programas maliciosos capazes de modificar seu próprio código para dificultar a identificação pelos sistemas de proteção.
Outra ameaça é o envio em larga escala de mensagens que imitam comunicados internos de empresas, aumentando as chances de funcionários abrirem arquivos, acessarem links ou fornecerem informações.
As consequências podem incluir roubo de dados, interrupção de atividades e prejuízos financeiros, atingindo empresas de diferentes tamanhos.
Treinamento passa a ser parte da proteção
Com ataques cada vez mais sofisticados, especialistas defendem que a segurança não pode depender apenas de ferramentas tecnológicas.
A preparação dos funcionários também se tornou uma etapa importante.
Profissionais de diferentes setores precisam saber reconhecer comportamentos suspeitos, mensagens fraudulentas e tentativas de manipulação.
Para as empresas, a combinação entre capacitação das equipes, conscientização e monitoramento permanente dos sistemas é uma das principais formas de reduzir os riscos diante do avanço do cibercrime impulsionado pela inteligência artificial.
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