Fórum em Londrina debate futuro do agro paranaense

Ciência, industrialização e energia limpa entram no debate sobre o futuro do agro no Paraná

AEN/edsonvalerio.com.br
Fórum em Londrina debate futuro do agro paranaense Fotos: Gabriel Mendes/ PML

O futuro do agronegócio do Paraná foi discutido nesta semana no Parque Ney Braga, em Londrina, durante o Fórum do Agronegócio, promovido pela Sociedade Rural do Paraná (SRP).
O encontro reuniu produtores, pesquisadores, representantes do setor e autoridades para avaliar os desafios e as oportunidades para a produção estadual.

Realizado dentro da programação dos 80 anos da SRP, o fórum teve a participação do governador Ratinho Junior e adotou como tema “O Agro que Produz, Conecta e Inspira”.

Entre os principais assuntos esteve a necessidade de ampliar a competitividade da produção paranaense diante das mudanças no comércio internacional.
As novas exigências e restrições impostas por mercados externos foram apontadas como fatores que aumentam a preocupação dos produtores brasileiros.

O presidente da SRP, Ilson Romanelli, citou especialmente as medidas da União Europeia relacionadas à proteína animal brasileira.
Segundo ele, a parcela diretamente afetada pelas restrições representa entre 3,5% e 4% das exportações, mas o impacto mais preocupante pode estar na imagem da produção nacional no mercado internacional.

Ciência como caminho para aumentar eficiência

Diante de um cenário externo considerado mais imprevisível, pesquisadores defenderam o uso de tecnologia e ciência para elevar a produtividade sem comprometer a rentabilidade e a sustentabilidade das propriedades.

A Embrapa Soja apresentou estudos voltados ao aumento da eficiência no campo, com destaque para a fixação biológica de nitrogênio.
A tecnologia permite reduzir a dependência de determinados insumos e, consequentemente, pode contribuir para diminuir custos de produção na cadeia da soja.

A busca por maior eficiência foi apresentada como uma estratégia para que o produtor paranaense consiga enfrentar oscilações de preços, custos e exigências cada vez maiores dos compradores internacionais.

Paraná aposta no processamento e nas energias renováveis

Outro tema de destaque foi a transformação da matéria-prima produzida no campo em produtos de maior valor agregado.
O governador Ratinho Junior afirmou que o Paraná atravessa uma nova fase de industrialização do agronegócio, com investimentos também na área de energias renováveis.

Entre as apostas está a ampliação da produção de biogás a partir de dejetos da suinocultura e da pecuária leiteira.
A atividade aproveita resíduos da produção agropecuária para gerar energia, criando uma alternativa de aproveitamento econômico desses materiais.

Segundo os dados apresentados no fórum, o Paraná lidera a produção de biogás no país, com aproximadamente 600 das 1.700 usinas em operação no Brasil.

Para as lideranças do setor, a combinação entre produção, tecnologia, industrialização e energia limpa deve ganhar cada vez mais espaço na estratégia de crescimento do agronegócio paranaense.




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