Grupo mexicano assume aeroporto de Londrina
Aeroporto de Londrina passa ao controle do grupo mexicano ASUR após negócio de R$ 5,1 bilhões
Reprodução Aeroporto de Londrina O Aeroporto Governador José Richa, em Londrina, passou oficialmente ao controle do Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR), empresa mexicana que concluiu a aquisição da plataforma aeroportuária até então administrada pela Motiva.
A operação foi fechada por R$ 5,1 bilhões e amplia a presença da companhia no mercado aeroportuário brasileiro.
Para quem utiliza o terminal londrinense, porém, não há mudanças imediatas na rotina de embarques e desembarques. Companhias aéreas, passageiros e trabalhadores continuam utilizando a mesma estrutura enquanto ocorre a transição administrativa.
Mudança não altera contratos de concessão
A principal alteração neste primeiro momento está no comando da operação. A ASUR assume as responsabilidades anteriormente atribuídas à Motiva, enquanto os contratos de concessão permanecem em vigor. Isso mantém as obrigações relacionadas à segurança, manutenção, funcionamento do aeroporto e investimentos previstos contratualmente.
Segundo as informações divulgadas sobre a transação, aproximadamente mil profissionais que já trabalhavam nos aeroportos brasileiros permanecem nas funções, numa estratégia destinada a preservar as equipes e garantir continuidade durante a mudança de gestão.
Londrina recebeu mais de R$ 200 milhões em investimentos
Nos últimos anos, o Aeroporto Governador José Richa passou por uma ampla modernização.
Foram realizados mais de R$ 200 milhões em investimentos, envolvendo obras como ampliação da pista, expansão do terminal de passageiros, implantação de novo pátio destinado às aeronaves comerciais e instalação de pontes de embarque. As intervenções modificaram significativamente a estrutura do aeroporto, considerado estratégico para Londrina e toda a região Norte do Paraná.
ASUR amplia presença em outros estados
Com a aquisição, o Grupo Aeroportuario del Sureste também assume participação em importantes aeroportos paranaenses, entre eles o Aeroporto Internacional Afonso Pena e o Aeroporto do Bacacheri, na região de Curitiba, além do terminal de Foz do Iguaçu.
A rede adquirida contempla ainda operações aeroportuárias em estados como Minas Gerais, Goiás, Maranhão, Santa Catarina, Tocantins, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Sul.
A mudança de controle abre agora uma nova etapa da concessão, mas, pelo menos inicialmente, sem impacto direto na operação cotidiana do Aeroporto de Londrina.
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