Condenado trio por crime que provocou morte de seis pessoas.

Mais de 230 anos de prisão: Justiça condena envolvidos em crime que matou seis na BR-116

Aline Pavaneli, Mariana Dantas, g1 PR e RPC/edsonvalerio.com.br
Condenado trio por crime que provocou morte de seis pessoas. Douglas Radoski Fernandes de Lima, Juliano dos Santos da Silva e Leonardo de Haro do Nascimento, suspeitos de roubo que deixou seis mortos — Foto: Reprodução

 A Justiça condenou três homens envolvidos na tentativa de assalto a uma carreta que terminou com a morte de seis pessoas na BR-116, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.
Somadas, as penas aplicadas a Leonardo de Haro do Nascimento, Douglas Radoski Fernandes de Lima e Juliano dos Santos da Silva ultrapassam 230 anos de prisão.

O caso aconteceu na madrugada de 5 de janeiro, quando criminosos utilizaram um caminhão roubado para bloquear a passagem de uma carreta.
O motorista foi rendido e o grupo tentou fazer o veículo mudar de direção.
A ação, porém, foi afetada pelo sistema de bloqueio remoto da carreta, que interrompeu o funcionamento do veículo depois que ele saiu da rota programada.
Na tentativa de retirar a carreta do local e acessar a carga, os criminosos teriam liberado o freio do veículo.
A carreta acabou descendo de ré pela rodovia, sem iluminação, e atingiu uma van que transportava fiéis de Campo Largo que voltavam de um culto em São Paulo.
O impacto provocou a morte de seis pessoas. Outras 15 sobreviveram ao acidente.



Seis pessoas que estavam em van morreram — Foto: RPC
Penas passam de 230 anos
Os três réus foram condenados por latrocínio consumado e tentado, associação criminosa e roubo majorado.
A maior pena foi aplicada a Leonardo de Haro do Nascimento, apontado nas investigações como uma das lideranças do grupo.
Ele recebeu 83 anos, 2 meses e 17 dias de prisão.
Segundo a sentença, Leonardo foi identificado por meio de reconhecimento facial como o homem que assumiu a direção do caminhão durante a ação, mesmo utilizando máscara.
Juliano dos Santos da Silva foi condenado a 68 anos, 3 meses e 5 dias de prisão.
Conforme a decisão judicial, ele participou diretamente da abordagem e manteve o motorista da carreta sob grave ameaça durante o roubo.
Douglas Radoski Fernandes de Lima recebeu pena de 79 anos, 10 meses e 22 dias.
De acordo com a investigação, o veículo utilizado pela quadrilha havia sido alugado em nome dele.
Douglas foi preso quando retornava para fazer a devolução do carro.
Os três foram presos menos de 48 horas depois do crime.
Embora a defesa possa recorrer da decisão, a Justiça determinou que os condenados permaneçam presos durante o andamento dos recursos.


Seis vítimas morreram no acidente:

  • Andreia Fagundes, 48 anos;
  • Ivanir Maziero, 66 anos, motorista da van;
  • Airton de Mattos, 92 anos;
  • Idezio Simão da Silva, 62 anos;
  • Cleide Salvador Machado da Silva, 61 anos;
  • Adriana da Silva Machado, 42 anos.

Defesas pretendem recorrer

A defesa de Juliano dos Santos da Silva informou que não se manifestaria sobre a condenação.
A defesa de Leonardo de Haro do Nascimento não havia respondido até a última atualização da reportagem.
Já a advogada Debora Schindler, que representa Douglas Radoski Fernandes de Lima, afirmou que ainda aguardava acesso à íntegra da sentença e classificou a pena como “excessiva e desproporcional”.
Segundo a defesa, Douglas é réu confesso e teria admitido participação apenas no primeiro fato descrito no processo.

A advogada sustenta que a responsabilização deve considerar a participação individual de cada acusado e informou que pretende apresentar recurso de apelação.




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