Nepal registra mais de 1.259 mortos.
Cheias devastadoras deixam mais de 1,2 mil mortos e milhares de desaparecidos no Nepal e no Tibete
Imagem: Reuters/ATHIT O balanço das inundações que devastaram áreas do Nepal e da região chinesa do Tibete continua aumentando. Dados divulgados nesta quinta-feira (3) apontam 1.280 mortos e 5.624 desaparecidos nos dois lados da fronteira.
Somente no Nepal, a autoridade nacional responsável pela gestão de desastres contabiliza 1.259 mortos e 5.083 desaparecidos.
Do lado chinês, meios de comunicação estatais informam 21 mortes e 541 pessoas desaparecidas no Tibete. Entre aqueles que ainda não foram localizados estão centenas de estrangeiros.
Número de desaparecidos cresce
O novo levantamento representa um avanço expressivo sobre o balanço divulgado na quarta-feira (2), quando as autoridades contabilizavam pelo menos 1.225 mortos e 4.757 desaparecidos.
A elevação, principalmente no número de pessoas sem paradeiro conhecido, ocorreu à medida que as telecomunicações foram restabelecidas e as equipes conseguiram obter informações de comunidades que permaneceram isoladas por vários dias. As operações de busca, resgate e identificação das vítimas continuam nas áreas mais castigadas.
Água avançou por dezenas de quilômetros
A tragédia ocorreu em 26 de agosto, quando uma massa de água, lama, rochas e gelo atingiu a região montanhosa próxima à fronteira entre Nepal e China.
O desastre foi associado ao colapso de uma geleira no Himalaia, provocando cheias repentinas de grandes proporções ao longo do sistema de rios da região. Relatos apontam que o nível da água chegou a subir entre 15 e 18 metros acima do normal, destruindo comunidades ao longo de aproximadamente 72 quilômetros do rio Trishuli.
Posto de fronteira foi destruído
Entre as estruturas atingidas está o posto fronteiriço de Rasuwagadhi-Kerung, importante ligação terrestre entre Nepal e China e rota utilizada no comércio bilateral.
Estradas, pontes, moradias e outras estruturas também foram arrastadas ou severamente danificadas pela força da água e dos deslizamentos. Enquanto milhares de famílias aguardam informações sobre parentes desaparecidos, equipes permanecem mobilizadas em uma das maiores tragédias naturais recentes da região do Himalaia.
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