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Maringá,27/07/2026

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Nasa divulga representação inédita da Terra.

O modelo físico, que não corresponde a de uma esfera, considera a massa de rochas, magma e água sem seus movimentos. Dados usados são provenientes de 19 satélites

Nasa/La Nacion/
Nasa divulga representação inédita da Terra. Fotos: Reprodução / Nasa

A Nasa divulgou um mapa tridimensional do campo gravitacional da Terra baseado em observações de satélite.
A representação chamou atenção por sua forma, menos simétrica do que normalmente se imagina.
O gráfico representa o geoide, uma superfície equipotencial que descreve a forma que o nível médio do mar teria se as águas permanecessem completamente paradas, sem a influência das marés, ventos ou correntes marítimas. Em vez disso, leva em conta a massa de rochas, magma e água acumuladas profundamente sob a superfície.
Nesse sentido, os especialistas esclareceram que o gráfico não constitui uma fotografia da aparência externa do planeta, mas sim uma ilustração que amplifica a escala vertical entre 7.000 e 10.000 vezes para tornar visíveis as pequenas diferenças na força de atração.
— Como a distribuição dos materiais nas profundezas da Terra varia, seu campo gravitacional tem colinas e vales — explicou Michael Watkins, cientista do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa, em uma pesquisa de 2020 sobre as propriedades do geoide.
Em áreas com maior concentração de massa, como a cordilheira dos Andes ou o Himalaia, a atração é maior e se reflete em tons vermelhos, enquanto setores de menor densidade, como o Oceano Índico ou a bacia do Rio Congo, são observados em azul.
Nasa divulga representação inédita da Terra como geoide a partir de dados de 19 satélites — Foto: Reprodução / NasaPara produzir essa imagem, as equipes técnicas processaram mais de 1 bilhão de observações obtidas ao longo de 15 anos por 19 satélites.
O modelo global do GOCO06 combinou dados coletados pela missão GOCE da Agência Espacial Europeia (ESA) e o programa GRACE, promovido pela agência dos EUA em conjunto com o Centro Aeroespacial Alemão.
— O campo gravitacional da Terra muda de mês para mês, principalmente devido à massa da água se movendo sobre a superfície — explicou Watkins, cientista do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa na época.
A missão GRACE usou duas espaçonaves idênticas que voaram em sequência a 220 quilômetros de distância para medir flutuações micrômicas e registrar o deslocamento da água nos oceanos, chuvas e geleiras.
Além disso, o mapa mostrou que a altura do geoide registra variações que vão de um máximo de 85 metros na Islândia até um mínimo de 106 metros abaixo do nível médio no sul da Índia.
— É muito difícil medir quanta água está profundamente no solo e quanto muda de ano para ano — disse Watkins.
A ferramenta ajuda a analisar o ciclo hidrológico, a disponibilidade de água subterrânea para irrigação agrícola e o aumento marítimo de longo prazo.





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