Qualquer um que já dividiu o quarto com alguém que ronca muito alto já se perguntou como que a pessoa não acorda, com tanto barulho saindo dela mesma. A verdade é que eles não estão imunes ao próprio mal – eles acordam por causa do barulho. Mas, normalmente, eles acordam e caem no sono novamente de forma tão rápida que, no dia seguinte, nem lembram que acordaram.
Caso você não saiba, o ronco é causado quando uma pessoa respira por um “caminho” parcialmente bloqueado. Quando isso acontece o ar passa vibrando no fundo da garganta, produzindo o som do ronco.
Estima-se que 24% das mulheres e 40% dos homens ronquem habitualmente.
E o ronco é mais comum em pessoas obesas porque elas possuem mais tecido gorduroso na parte de trás da garganta.
Se o ronco é muito alto, pode ser sinal de apnéia, que faz com que a pessoa fique sem respirar por até 30 segundos (embora alguns cheguem a ficar dois minutos inteiros até que acordem e respirem normalmente).
Essas pessoas acordam centenas de vezes durante a noite, mas não se lembram disso no dia seguinte.
Além de impedir que a pessoa tenha uma noite tranquila de sono, roncar pode levar a doenças cardiovasculares. Então, se alguém já reclamou de seu ronco, é bom se consultar com um especialista.
SINAL DE ALERTA
Por que o Bloqueio Acontece?
Durante o sono profundo, toda a musculatura do corpo relaxa. Na pessoa que ronca, esse relaxamento na região da faringe é excessivo. O ar precisa fazer muito mais força para passar por esse "tubo" esmagado, gerando o ruído.
Os principais fatores que pioram ou causam esse estreitamento são:
Excesso de peso: O acúmulo de gordura na região do pescoço pressiona a garganta.
Posição ao dormir: Deitar de barriga para cima faz com que a língua deslize para trás, bloqueando a via aérea.
Anatomia do rosto: Ter o queixo muito para trás (retrognatia) ou amígdalas e adenoides muito grandes.
Consumo de álcool: Bebidas alcoólicas relaxam ainda mais os músculos da garganta antes de dormir.
O Perigo dos "microdespertares" silenciosos
Dizer que o roncador não acorda é uma meia-verdade.
Na realidade, quem ronca alto sofre de microdespertares constantes ao longo da noite.
Quando o oxigênio no sangue despenca por causa do bloqueio respiratório (hipóxia), o cérebro entra em modo de emergência. Ele envia um comando rápido de "ressuscitação" para o corpo dar um tranco, mexer a cabeça e abrir a garganta.
O cérebro não grava: Como esses mini-despertares duram menos de 6 segundos, o sistema nervoso central não registra a memória do evento.
Falsa sensação: A pessoa acorda centenas de vezes para respirar, mas jura que dormiu a noite inteira direto.
Impactos reais na saúde diária
Como o sono é fragmentado e nunca chega totalmente às fases profundas e restauradoras, o corpo sofre as consequências durante o dia:

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