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Maringá,26/07/2026

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Comprimido que baixa o colesterol já é realidade.

Remédio poderá mudar o tratamento do problema

Diogo Sponchiato/
Comprimido que baixa o colesterol já é realidade. Martins Rudzitis e Rasi Bhadramani/ Getty Images

O ser humano sonha com soluções em pílulas.
Ah, se até dieta e exercício coubessem em uma delas, brinca-se por aí. O fato, um tanto quanto sério, é que há mais de um século a indústria farmacêutica tem se empenhado em atender a esse desejo diante das mais diversas circunstâncias e patologias.
E, nos últimos anos, graças ao salto tecnológico, laboratórios vêm conseguindo encapsular terapias sofisticadas que antes dependiam de picadas na veia ou na pele para funcionar.
Sim, em vez da injeção, o comprimido.
Trata-se de uma evolução (ou ramificação) capaz de melhorar a adesão às orientações médicas e o acesso a remédios que não carecem de uma logística tão complexa.
E é nesse cenário que desponta um novo e esperado medicamento para o colesterol alto, problema silencioso por trás de infartos e derrames e com o qual convive cerca de um terço dos brasileiros.
PERIGO SILENCIOSO - Ameaça conhecida: placas de gordura que levam a infartos e AVCs
A medicação atende pelo nome de enlicitida e é o primeiro inibidor de uso oral da PCSK9, a proteína produzida pelo fígado que permite ao colesterol sobrar e ameaçar a circulação.
Ela mantém elevados em demasia os níveis de gordura no sangue, mesmo mudando o estilo de vida e tomando as drogas tradicionais.
Aprovada pela agência regulatória americana, um termômetro de que deve chegar em breve ao Brasil, a pílula criada pela farmacêutica MSD amplia uma classe recente de terapias que, até então, contava apenas com versões injetáveis, de aplicação quinzenal ou mensal.
O aval à nova droga se baseia nos resultados de estudos clínicos com mais de 19000 pacientes diagnosticados com colesterol nas alturas.
Nesse tipo de teste, até por questões éticas, os voluntários são instruídos a ajustar hábitos e tomam medicações já estabelecidas - no caso do colesterol, as estatinas - com a adição do novo produto, outros fármacos ou o placebo.
Nem os participantes nem os médicos sabem quem toma o que e, encerrada a pesquisa, abrem-se os resultados. Foi assim que descobriram que a enlicitida reduziu o LDL, popularmente chamado de colesterol ruim, em mais de 55%, superando outros medicamentos que costumam ser prescritos quando as estatinas sozinhas não dão conta do recado.
Além disso, chamou atenção o baixo volume de efeitos colaterais - algo que, junto à forma de administração, interfere na adesão e na manutenção do tratamento. Isso é particularmente importante no contexto do colesterol alto.
“Uma das reações adversas mais temidas pelos usuários de estatinas é a dor muscular,  motivo frequente de abandono do remédio”, afirma o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, pesquisador da USP de Ribeirão Preto. 




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