Sarandi rompe com a empresa da coleta de lixo.
Prefeitura encerra contrato da coleta após constatar frota abaixo do exigido
Reprodução A coleta de lixo de Sarandi vai mudar de empresa.
A decisão veio depois da conclusão de um processo administrativo aberto para apurar falhas na prestação do serviço. Entre os principais problemas levantados está a quantidade de caminhões efetivamente colocados nas ruas. Pelo contrato, a empresa deveria manter nove veículos em operação.
O sistema de monitoramento usado pela administração municipal teria mostrado outro cenário: em determinados períodos, apenas cerca de cinco caminhões estariam trabalhando.
Fiscalização acompanhou circulação dos caminhões
Segundo o prefeito Carlos de Paula, a empresa informava que toda a frota prevista estava circulando.
A Prefeitura cruzou essas informações com os dados do monitoramento e constatou uma diferença entre a estrutura contratada e a quantidade de veículos encontrada durante a fiscalização.
“Eles falavam que tinham nove caminhões circulando na cidade. O nosso sistema de monitoramento investigou e constatou que aproximadamente cinco caminhões estavam trabalhando”, declarou o prefeito.
As falhas na coleta não começaram agora.
Moradores já vinham reclamando de atrasos, interrupções e lixo acumulado em diferentes bairros. Em maio, a empresa foi formalmente notificada depois que a fiscalização identificou coletas incompletas, descumprimento de horários e irregularidades relacionadas à frota. O serviço é considerado essencial. Quando falha, o problema aparece rapidamente nas calçadas — depois cresce, alcança ruas inteiras e pressiona a administração. Foi o que ocorreu em Sarandi.
Segunda colocada foi convocada
Com o encerramento do contrato, a Prefeitura informou que convocou a segunda empresa classificada na licitação. O nome da nova prestadora não foi divulgado no comunicado consultado.
Antes de assumir, a empresa terá de passar por uma vistoria e demonstrar que possui caminhões, trabalhadores, equipamentos e capacidade operacional suficientes para atender toda a cidade.
A administração ainda não informou a data exata da troca nem como será realizada a transição entre as duas empresas. A expectativa é de que o serviço seja mantido durante esse período, evitando uma nova interrupção no recolhimento dos resíduos.
Contrato previa serviço contínuo
O Contrato nº 705/2024 estabelecia que a Costa Oeste deveria realizar continuamente a coleta e o transporte dos resíduos sólidos domiciliares e comerciais de Sarandi, seguindo padrões de regularidade e qualidade fiscalizados pelo município. A licitação para o serviço foi estimada inicialmente em até R$ 61 milhões, considerando cinco anos de contratação e a possibilidade de prorrogação. O processo chegou a ser suspenso cautelarmente, mas foi liberado pelo Tribunal de Contas do Paraná para prosseguir.
Até a publicação desta matéria, não havia sido localizada uma manifestação pública da Costa Oeste sobre a rescisão anunciada pela Prefeitura. O espaço permanece aberto para posicionamento da empresa.
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