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Maringá,24/07/2026

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Jaques tentou vender terreno de R$ 15,8 milhões

Ex-líder do governo é investigado por ser supostamente beneficiado pelo ex-sócio de Vorcaro,

Luciana Saravia/Estado de São Paulo,
Jaques tentou vender terreno de R$ 15,8 milhões LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES

O senador e ex-líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), tentou efetuar a venda de um terreno de R$ 15,8 milhões um dia depois de ser alvo de uma operação da Polícia Federal no caso Master. Segundo documentos acessados pelo jornal O Estado de São Paulo, a operação foi barrada pelo cartório por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
A venda envolve um terreno de 51 mil m² na zona metropolitana de Salvador.
O local teria sido adquirido em 2000 pelo petista e foi vendido a um grupo de empresas do ramo de incorporação imobiliária. Pela transação, a reportagem diz que Jaques Wagner recebeu, à vista, R$ 2 milhões.
Jaques Wagner foi alvo da PF em 18 de junho. Segundo a corporação, o petista recebeu favorecimento indevido, incluindo um pedido de compra de um apartamento de R$ 2,5 milhões em Salvador ao ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima.
O petista alega que pediu ao empresário a compra para depois recomprar o imóvel para a sua filha.
Em 19 de junho, foi apresentada a escritura de venda em um cartório na comarca de Camaçari. A transação, porém, foi barrada no local, seguindo a determinação do ministro-relator do caso Master, André Mendonça.
“Em cumprimento ao protocolo datado de 22 de junho de 2026, processo nº 16230, expedido pelo ministro André Luiz de Almeida Mendonça, fica averbada nesta data a indisponibilidade sobre o imóvel objeto da matrícula supra, de propriedade de Jaques Wagner”, diz o documento.
Resposta
Em nota ao Estadão, a defesa de Jaques Wagner diz que não há “mínima irregularidade nem nada a esconder” sobre a venda.
“A defesa do senador Jaques Wagner esclarece que ele não se manifestará sobre condutas que não sejam sobre sua campanha eleitoral. Todos os demais assuntos estão e continuarão sendo tratados judicialmente. Todos os fatos apurados são públicos e com registros públicos. Não há mínima irregularidade e nem nada a esconder”, disse.
Venda de apartamento a prefeito do União Brasil
Além de tentar negociar a comercialização do terreno, Jaques Wagner teria acertado a venda do apartamento em que mora em Salvador, no valor de R$ 10 milhões.
A transação do imóvel de 152 m² foi realizada com o prefeito de Conceição do Coité, Marcelo Passos (União Brasil), do grupo adversário ao PT da Bahia.
A compra teria sido acertada semanas antes da operação da PF sobre o caso Master, e o pedido de venda, protocolado em 10 de junho, 8 dias antes da Compliance Zero. Segundo a reportagem, o cartório que recebeu o pedido estava reunindo os documentos necessários quando recebeu a ordem de bloqueio do Supremo, por isso também não concretizou a venda.
Apesar disso, Jaques já teria recebido o pagamento bilionário em conta, segundo disse Passos à reportagem: “Tenho um nome a zelar e nunca estive envolvido em nenhuma irregularidade. Essa transação foi feita dentro da mais absoluta legalidade e os documentos comprovam isso.
O contrato de compra e venda data de dezembro de 2025, todos os pagamentos foram feitos diretamente na conta de Jaques Wagner até meados de abril, e a escritura foi lavrada em maio.
Em 10 de junho, demos entrada para registro, portanto, antes da deflagração da operação. Infelizmente, acabei figurando nessa história como terceiro de boa-fé”.




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