Delegado e mãe são autuados por desacato e injúria racial.
Delegado da PF e mãe são investigados após ofensas racistas contra trabalhadores em Londrina
Sargento Marco Antônio Trindade- CIAPTRAN/ Reprodução.TarobaNews Um delegado da Polícia Federal (PF), com cerca de 20 anos de carreira, e sua mãe foram autuados pela Polícia Civil ontem a noite (13), em Londrina, após uma sequência de tumultos que resultou em acusações de desacato contra policiais militares e injúria racial contra quatro trabalhadores de uma locadora de automóveis.
O delegado e mãe foram liberados após o registro da ocorrência e responderão ao inquérito em liberdade.
O início da confusão
O episódio teve início após o delegado devolver um veículo em uma locadora local. Ao sair do estabelecimento a pé, o servidor público se dirigiu até uma blitz de trânsito que a Polícia Militar (PM) realizava nas proximidades e passou a questionar a operação de maneira hostil. De acordo com a PM, a discussão esquentou e o delegado desacatou a equipe de serviço. Representantes da própria Polícia Federal foram acionados para tentar mediar o conflito e lavrar um Termo Circunstanciado de Infração Penal (TCIP) no local, mas o comportamento do homem exigiu sua condução à Central de Flagrantes.
Reconhecimento e acusação de injúria racial
Já na delegacia, o caso registrou uma reviravolta. Enquanto o delegado assinava o termo administrativo por desacato, quatro funcionários da locadora de veículos onde ele estivera momentos antes compareceram à unidade policial para registrar um boletim de ocorrência por injúria racial. Ao entrarem na recepção, as vítimas reconheceram imediatamente o delegado e sua mãe como os autores das ofensas racistas proferidas pouco antes do início da blitz. Diante dos fatos, os dois foram conduzidos à área interna e autuados também por injúria. O Sargento Marco Antônio Trindade, em conversa com a imprensa destacou os procedimentos realizados pela equipe militar.
Histórico médico e providências
Informações de bastidores apontam que o policial federal já esteve afastado de suas funções para tratamento psiquiátrico e, no momento da abordagem, não portava arma de fogo.
A delegada de plantão determinou a abertura de um inquérito policial para investigar a conduta de mãe e filho de forma detalhada.
Após prestarem depoimento, ambos foram liberados para responder ao processo em liberdade.
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