Pesquisa registra rejeição à homossexualidade
Datafolha registra maior rejeição à homossexualidade desde 2022
Foto: Gabriel Bukalowski/ Entre 2022 e 2026, a aceitação social da homossexualidade recuou sete pontos percentuais entre os brasileiros. Atualmente, 72% defendem que a orientação sexual deve ser acolhida pela sociedade – ante 79% há quatro anos. No mesmo período, cresceu o coro dos que pregam o desestímulo a essa expressão da sexualidade: 20% agora endossam essa visão, enquanto 8% preferem não opinar sobre o tema.
Apesar da diferença em relação a 2022, a aceitação segue majoritária e acima dos primeiros patamares da série.
Em 2013, 67% diziam que a homossexualidade deveria ser aceita; em 2014, eram 64%; em 2017, 74%; e, em 2022, 79%.
Entre católicos, 75% dizem que a homossexualidade deve ser aceita por toda a sociedade, enquanto 18% defendem que seja desencorajada. Entre evangélicos, os percentuais são 61% e 29%, respectivamente.
Também há diferença por gênero. Entre mulheres, a aceitação chega a 76%; entre homens, fica em 69%.
A defesa de que a homossexualidade seja desencorajada é de 16% entre elas e de 24% entre eles.
No recorte eleitoral, a aceitação é de 81% entre eleitores de Lula (PT) e de 65% entre eleitores de Flávio Bolsonaro (PL). A posição de que a homossexualidade deve ser desencorajada tem 14% entre eleitores do petista e 26% entre os de Flávio.
A pergunta compõe o eixo de comportamento da matriz ideológica do Datafolha.
A escala inclui ainda temas como armas, pobreza, criminalidade, pena de morte, drogas, crença em Deus, sindicatos e punição de adolescentes que cometem crimes.
O Datafolha ouviu presencialmente 2.004 eleitores de 16 anos ou mais em 139 municípios, nos dias 17 e 18 de junho de 2026. A margem de erro máxima para o total da amostra é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.
Nos estratos, a margem varia conforme a base. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-09956/2026.
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