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Maringá,02/07/2026

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Patricia Coelho - Terapeuta

O padrão emocional que você chama de amor

Reprodução/Autor/ Patricia Coelho
O padrão emocional que você chama de amor

Quantas vezes você já ouviu alguém dizer: "Eu amo tanto essa pessoa que não consigo ir embora."
À primeira vista, parece uma declaração de amor. Mas, quando olhamos mais de perto, muitas vezes encontramos outra história.
A pessoa aceita migalhas de atenção, espera mensagens que nunca chegam, permanece disponível mesmo quando o outro só aparece por interesse, acredita que, com tempo e dedicação, conseguirá fazê-lo mudar.
Isso costuma revelar muito mais sobre quem permanece do que sobre quem oferece tão pouco.
Quando alguém não aprendeu a se sentir digno de amor, respeito e reciprocidade, pode acabar confundindo sofrimento com amor. Sem perceber, passa a buscar relações que reforçam aquilo que já conhece emocionalmente, mesmo que isso gere dor.
Não é porque gosta de sofrer. É porque o cérebro tende a reconhecer como familiar aquilo que aprendeu ao longo da vida. Por isso, nem sempre o problema está apenas em escolher a pessoa errada.
Muitas vezes está em acreditar que é preciso aceitar menos do que merece para continuar sendo amado.
O amor saudável não exige que você prove o próprio valor o tempo todo.
Ele gera segurança, respeito, reciprocidade e construção.
Antes de perguntar por que você sempre encontra pessoas que machucam, talvez seja mais importante perguntar: que padrão emocional me faz permanecer onde o amor nunca chega por inteiro?



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