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Maringá,26/06/2026

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Castra+ é suspeito sobre registros e contratos.

Emendas para castração de pets colocam deputados de SP e PR no centro de questionamentos

Ramiro Brites/Metropoles/PortalEdsonValerio
Castra+ é suspeito sobre registros e contratos. Reprodução

Um programa de castração e microchipagem de cães e gatos passou a ser alvo de questionamentos após a identificação de repasses milionários feitos por emendas parlamentares à Associação Catarinense de Gestão Hospitalar, Conhecimento e Assistência Social, conhecida como CHC.
Segundo reportagem do Metrópoles, os deputados Bruno Lima, do Podemos de São Paulo, e Matheus Laiola, do União Brasil, destinaram mais de R$ 11 milhões cada à entidade.
Os recursos são usados para viabilizar o Castra+, programa que percorre cidades com ambulatórios veterinários móveis para atendimento gratuito de animais.
As ações ocorrem tanto em São Paulo quanto no Paraná. O programa é executado pela CHC por meio de convênio com o Ministério do Meio Ambiente.
Entidade tem contratos em diferentes governos
Além do Castra+, a CHC mantém contratos com governos estaduais e prefeituras. Em Itapema, Santa Catarina, onde a organização é sediada, repasses à entidade chegaram a ser suspensos pelo Tribunal de Contas do Estado. A denúncia analisada pelo órgão aponta suspeitas envolvendo contratos para manutenção da sede da entidade, locação de veículos e despesas consideradas questionáveis.
A reportagem também cita contratações feitas pela organização, incluindo uma empresa de consultoria ligada a João Paulo Silva, irmão de Guto Silva, ex-secretário do governo Ratinho Junior, no Paraná.
Outra contratação mencionada envolve um escritório de advocacia ligado a Olimpierri Mallmann, que presidiu o PSD de Balneário Camboriú até 2025.
Clínicas contratadas também são questionadas
O caso ganhou novos pontos de atenção porque duas clínicas contratadas pela CHC para o Castra+ aparecem em apurações distintas. Uma delas é investigada pela Polícia Civil do Paraná por suspeita de ter soltado cães recém-operados em via pública.
A outra foi alvo de busca e apreensão em uma operação da Polícia Federal no Rio de Janeiro, relacionada a suspeitas de desvio de emendas destinadas à castração de animais. A Associação Catarinense afirma que adota critérios rigorosos para contratação e que a existência de investigação não significa condenação.
Registros de animais levantam suspeitas
Outro ponto levantado pela reportagem envolve o cadastro de animais atendidos pelo Castra+ em cidades paulistas. A reportagem analisou microchips de 500 animais atendidos em Ribeirão Preto, Santana do Parnaíba, Pilar do Sul e Pardinho e segundo o levantamento, apenas 61 registros tinham o nome do tutor. Outros 346 não apareciam registrados no cadastro nacional de animais domésticos, o Sinpatinhas.93 registros estavam vinculados à Clinicão, empresa contratada para realizar os procedimentos.
Entre os casos citados, há fichas com inconsistências, como tutor registrado com nome de modelo de celular e animal cadastrado com identificação incompatível com a ficha original.
Essas situações levantaram suspeitas sobre a rastreabilidade dos animais atendidos e sobre a regularidade dos registros informados no sistema.
O que dizem os deputados e a CHC
Se teve algum tipo de desvio, tem que ser apurado', diz ex-secretário de  Nunes que assinou contrato com ONG investigada | G1O deputado Bruno Lima afirmou que a responsabilidade pelo contrato é do Ministério do Meio Ambiente e disse desconhecer investigações contra empresas citadas.
A CHC, por sua vez, disse que o processo em andamento no Tribunal de Contas de Santa Catarina não apresentou provas concretas de irregularidade. A entidade também afirmou que nenhum pagamento é feito sem que as castrações sejam realizadas, comprovadas e lançadas no sistema Sobre as inconsistências nos registros, a organização atribuiu os problemas a instabilidades no sistema do Ministério do Meio Ambiente e negou prejuízo ao erário.
Cândido-motense Matheus Laiola tem candidatura a deputado federal lançada  no Paraná – O Diário do ValeO deputado Matheus Laiola afirmou que não tem conhecimento de irregularidades na execução do programa.
O Ministério do Meio Ambiente foi procurado pela reportagem, mas não havia se manifestado até a publicação. O espaço segue aberto.








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