Vice-prefeita usa dinheiro para pagar “amarração
MP aponta desvio de R$ 41 mil para ritual amoroso envolvendo vice-prefeita de Ribeira
Juliana Maria Teixeira é acusada de desviar mais de R$41 mil para uma "amarração amorosa". (Foto: Reprodução/Redes Sociais) A vice-prefeita de Ribeira, no interior de São Paulo, Juliana Maria Teixeira da Costa, do MDB, é investigada por suspeita de desviar dinheiro público para pagar um suposto ritual de “amarração amorosa”. De acordo com denúncia do Ministério Público de São Paulo, o valor desviado teria sido de aproximadamente R$ 41,2 mil. O dinheiro, segundo a apuração, teria saído do Fundo Municipal de Saúde e passado por uma empresa contratada pela Prefeitura antes de ser repassado à mulher que teria realizado o serviço espiritual.
O caso ganhou repercussão após a Justiça de São Paulo manter o afastamento da vice-prefeita do cargo. Juliana está afastada desde agosto de 2025, em meio a investigações sobre supostas fraudes em contratos e licitações na área da saúde.
Mãe de santo diz que serviço custaria R$ 380 mil
A acusação envolvendo o ritual partiu de uma mãe de santo de Fortaleza, no Ceará. Segundo ela, Juliana teria feito contato pelas redes sociais para contratar um trabalho espiritual. Conforme a investigação, o serviço combinado teria valor total de R$ 380 mil, mas apenas parte do montante foi paga. Depois disso, a vice-prefeita teria bloqueado a mulher. A mãe de santo também afirmou que o ritual teria como objetivo atingir a esposa de Lauro Olegário da Silva Filho, então coordenador municipal de Saúde de Ribeira, apontado como envolvido no caso.
MP apura triangulação de recursos
O Ministério Público sustenta que houve uma triangulação financeira. A suspeita é de que a Prefeitura tenha pago uma empresa contratada para serviços na área da saúde e, em seguida, parte do valor tenha sido repassada para o pagamento do suposto ritual. Além de Juliana, o caso também envolve o então coordenador municipal de Saúde, Lauro Olegário da Silva Filho, e o empresário Willian Felipe da Silva, proprietário da empresa contratada pelo município.
Segundo a investigação, a empresa teria recebido valores do município por serviços ligados à saúde. O MP apura se os pagamentos foram usados para desviar recursos públicos e encobrir despesas pessoais.
Outras suspeitas contra a vice-prefeita
A investigação também aponta outras possíveis irregularidades. Uma delas envolve a manutenção de uma suposta servidora fantasma quando Juliana ocupava a Secretaria Municipal de Saúde.
Conforme o Ministério Público, a funcionária teria permanecido na folha de pagamento por cerca de um ano sem exercer efetivamente as funções do cargo. O prejuízo estimado aos cofres públicos seria de cerca de R$ 30 mil. O MP pede o ressarcimento integral dos valores e responsabilização dos investigados por improbidade administrativa.
Defesa nega acusações
A defesa de Juliana nega as acusações. Em manifestação pública, a vice-prefeita afirmou ser alvo de ataques mentirosos e disse que as denúncias têm o objetivo de atingir sua imagem pessoal e política.
A assessoria também declarou que a mãe de santo teria divulgado inverdades com intenção de extorquir financeiramente Juliana. A vice-prefeita afirma que registrou boletim de ocorrência e que adotou medidas judiciais contra os envolvidos na divulgação das acusações. O processo tramita sob segredo de Justiça e está em fase de alegações finais.
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