Namorada de homem desaparecido é presa.
Celulares de mulher presa com arma podem ajudar investigação sobre desaparecimento de empresário
Denarc/ 4º Batalhão da Polícia Militar Uma operação conjunta da Polícia Civil do Paraná, por meio do Núcleo de Repressão ao Tráfico de Drogas (Denarc), e da Companhia de Choque da Polícia Militar terminou com a prisão de uma mulher investigada por possível ligação com o tráfico de drogas em Maringá.
A ação foi realizada na manhã desta quarta-feira, 17, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. A mulher suspeita é namorada do empresário Luiz Gustavo Mazurquini, de 41 anos, que está desaparecido há vários meses, aqui em Maringá.
Os policiais encontraram uma pistola calibre 9 milímetros, considerada arma de uso restrito, além de munições dos calibres 9 milímetros e .380. Ela recebeu voz de prisão e foi encaminhada à sede da Denarc, onde foi autuada em flagrante por crimes relacionados à posse irregular de arma de fogo e munições. Dois aparelhos celulares também foram apreendidos e passarão por perícia.
Investigação mira possível ligação com o tráfico
A operação foi coordenada pelo delegado Leandro Roque Munin, chefe da Denarc de Maringá, que fala sobre a operação no áudio abaixo.
Segundo a Polícia Civil, o mandado foi solicitado após informações repassadas às forças de segurança apontarem possível envolvimento da investigada com atividades ligadas ao narcotráfico.
As investigações indicam que a mulher manteria vínculos com pessoas investigadas por tráfico de drogas. Essa suspeita motivou o aprofundamento das diligências e a representação pelas medidas cautelares autorizadas pela Justiça. A Polícia Civil apura agora se a investigada teve participação em crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Para o delegado Leandro Munin, a apreensão da arma reforça a importância da atuação integrada entre as forças policiais.
“O trabalho de investigação qualificada e a cooperação entre os órgãos de segurança são fundamentais para identificar possíveis vínculos com organizações criminosas e retirar de circulação armas que poderiam ser utilizadas na prática de delitos”, destacou.
Celulares podem ajudar em caso de desaparecimento
Além da investigação sobre tráfico e posse de arma, os celulares apreendidos podem contribuir para o avanço das apurações sobre o desaparecimento de Luiz Gustavo Mazurquini (foto ao lado)
De acordo com investigadores, em um primeiro momento, a Polícia Civil não aponta envolvimento direto da mulher no desaparecimento. A suspeita é de que ela possa ter deixado de repassar informações relevantes por medo ou receio de represálias.
Luiz Gustavo desapareceu há alguns meses, após ter sido sequestrado quando retornava de uma escola de futebol. Desde então, ele não foi mais visto. Embora não tivesse antecedentes criminais, o empresário passou a ser investigado por supostas ligações com atividades ilícitas.
Uma das linhas apuradas pela polícia aponta possível relação dele com um grupo conhecido como “Piratas do Asfalto”, ligado a roubos de cargas na região de Maringá.
A investigação trabalha com a hipótese de que o grupo teria roubado uma carga de drogas pertencente a uma facção criminosa. Por causa desse episódio, o empresário teria sido sequestrado, levado para o Paraguai e executado por integrantes da organização.
Polícia busca novas informações
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores é o histórico de relacionamentos da mulher. Conforme informações levantadas durante as apurações, ela já teria mantido relacionamento com outro homem apontado como ligado ao tráfico de drogas em Maringá, posteriormente assassinado.
Agora, seu companheiro mais recente, Luiz Gustavo, também aparece no centro de uma investigação complexa.
A Polícia Civil ressalta, no entanto, que a coincidência não representa atribuição de culpa à mulher nos casos. O objetivo é esclarecer se ela possui informações capazes de ajudar no avanço das investigações.
As apurações continuam para identificar todos os envolvidos e esclarecer as circunstâncias do desaparecimento. O delegado Leandro Roque Munin, chefe da Denarc de Maringá, dá mais detalhes no áudio abaixo.
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