Polícia Civil dupla por extorsão e porte ilegal
A dupla teria tentado aplicar um esquema contra pelo menos duas garagens de veículos de Umuarama.
Reprodução A Polícia de Umuarama revelou detalhes de dois homens que foram presos durante uma operação que apura crimes de extorsão, disparo de arma de fogo, porte ilegal de arma de uso restrito e dano qualificado contra empresários do ramo de veículos na cidade. Os investigados são Eliel Misale da Silva, de 26 anos, conhecido pelo apelido de “Golpista”, e Dante Luiz Fernandes, de 36 anos.
Os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram cumpridos dia 26 de maio pela Polícia Civil do Paraná. Segundo as investigações, a dupla teria tentado aplicar um esquema contra pelo menos duas garagens de veículos de Umuarama.
Conforme apurado, não houve comprovação de qualquer negociação comercial entre os suspeitos e os empresários que passaram a ser alvo das ameaças.
A suspeita é de que os investigados buscavam obter vantagens por meio de intimidação e coação. No fim de abril, os suspeitos teriam ido até uma revendedora de veículos, onde gravaram vídeos exibindo uma arma de fogo e ameaçando os proprietários. Pouco tempo depois, disparos atingiram a fachada de uma das empresas, causando danos em veículos estacionados no local.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, as imagens do atentado teriam sido utilizadas para intimidar outro comerciante do mesmo ramo, dando continuidade às tentativas de extorsão. A perícia constatou que a arma utilizada nos disparos era uma pistola calibre 9 milímetros, de uso restrito.
Durante o cumprimento dos mandados, aparelhos celulares foram apreendidos, mas a arma não foi localizada. Em depoimento, Eliel Misale da Silva confessou os crimes investigados e afirmou que a pistola permanece à sua disposição. Um dos pontos que mais chamou a atenção dos investigadores envolve Dante Luiz Fernandes.
Segundo a Polícia Civil, no momento da prisão ele teria confessado espontaneamente a autoria do homicídio de Ricardo Aparecido da Silva, crime ocorrido em 2023.
O caso foi levado a julgamento pelo Tribunal do Júri neste ano e tanto Dante quanto Eliel foram absolvidos das acusações. Na época da investigação, os dois alegavam que não se conheciam e sustentavam que Dante não teria condições físicas de praticar o crime, por possuir uma perna amputada.
Conforme a Polícia Civil, ao ser preso agora, Dante afirmou aos policiais que não teria receio de admitir a autoria do homicídio porque já havia sido absolvido pelo júri popular e, portanto, não poderia ser julgado novamente pelo mesmo fato. Os dois investigados permanecem presos e à disposição da Justiça. As investigações prosseguem para apurar outros possíveis crimes e a participação da dupla em novas ações criminosas na região.
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