Angélica revela bronca dos filhos mais velhos
Angélica relembrou uma conversa com os filhos Joaquim e Benício após abordar temas como prazer feminino e vibradores em entrevistas. Nesta quinta-feira (4), no podcast “Cá Entre Nós”, apresentado por Fátima Bernardes e Beatriz Bonemer, a artista contou que aproveitou o momento para deixar uma lição aos meninos, sobre os julgamentos direcionados às mulheres.
“Tenho um portal chamado ‘Mina – Bem-estar’ e lá temos entrevistas, falando sobre vários assuntos e temas. E teve uma vez em que estávamos falando sobre vibrador”, explicou. A repercussão chegou aos filhos dela com Luciano Huck. Os meninos se declararam incomodados, durante um jantar de família.
“Um dia, eu estava jantando com os dois (Joaquim e Benício), e eles falaram: ‘Mãe, vamos parar com esse negócio, hein! ‘Pô’, você fica falando de umas coisas, dando umas entrevistas, falando lá na Mina uns negócios…'”, recordou. “Eles [ficaram] com ciúmes”, analisou.

Angélica então dividiu sua própria reação. “Falei: ‘Vocês estão me julgando? Vamos parar [com isso]‘. Mulher não pode? Já dei aquela lição de moral”, mencionou.
A apresentadora comentou que, atualmente, se sente mais livre para expor suas opiniões e abordar assuntos que antes evitava discutir publicamente. “Eu me sinto mais segura mesmo, Fátima. Acho que eu me sinto mais plena para alguns assuntos. Eu me sinto mais de verdade hoje nas coisas que eu faço, nos projetos que eu faço”, falou.
Rivalidade feminina
No decorrer da entrevista, Angélica ainda relembrou a rivalidade criada entre ela, Xuxa Meneghel e Eliana Michaelichen, nos anos 1990, quando as três estavam à frente de programas infantis de sucesso.
Segundo ela, as loiras chegaram a acreditar, de alguma maneira, na narrativa criada pela imprensa e alimentada pelo público. “Claro que em algum momento a gente também acreditou nessa rivalidade, porque todo mundo contava essa história”, disse.

Angélica entendeu que a disputa foi estimulada por um padrão que coloca mulheres umas contra as outras. “Durante a nossa geração, foi criado esse movimento para ser um ‘FlaFlu’ mesmo. Isso era bom para quem? Isso era bom para a mídia, isso era bom para os homens, mas não para a gente, não para as mulheres”, afirmou.
“A gente estava ali fomentando uma situação péssima para as meninas, de aprenderem com suas ‘ídolas’ a rivalizar, a serem competidoras uma da outra. Por isso, [o encontro de nós três no “Criança Esperança”, em 2023] foi emblemático”, concluiu.
Assista à entrevista:
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