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Maringá,03/06/2026

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EUA aliviam tarifa para o café brasileiro,

Mas, café solúvel segue sob risco de sobretaxa de 25%

BSCA/PortalEdsonValerio
EUA aliviam tarifa para o café brasileiro, Se aprovada nova tarifa, café solúvel pode pagar 25% de sobretaxa aos EUA -Foto: Pixabay

A proposta mais recente apresentada pelo governo dos Estados Unidos trouxe um cenário de alívio parcial para o setor cafeeiro brasileiro, mas mantém preocupações para a indústria de café solúvel.
O Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sugeriu a aplicação de uma
tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros, porém incluiu uma lista de exceções que beneficia parte significativa das exportações de café. Entre os produtos preservados da nova taxação estão os cafés em grão, verdes ou torrados, com ou sem cafeína, além de cascas, películas e outros derivados do setor.
A medida foi recebida de forma positiva pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), que destaca o reconhecimento dos argumentos técnicos apresentados para a manutenção da competitividade desses produtos no mercado norte-americano.
Apesar do avanço, o café solúvel brasileiro permanece fora da lista de isenções.
Caso a proposta seja aprovada sem alterações, a tarifa sobre o produto passará dos atuais 10% para 25% a partir de 15 de julho de 2026.
A possibilidade de aumento preocupa a indústria nacional. Por ser um produto de maior valor agregado, o café solúvel representa uma importante etapa da cadeia produtiva brasileira.
O receio é que a elevação da tarifa reduza a competitividade nos Estados Unidos, encareça o produto para o consumidor americano e impacte a produção industrial no Brasil.
A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) acompanha as discussões e busca alternativas para evitar que o produto seja atingido pela medida. Já a BSCA avalia que restrições comerciais desse porte podem gerar reflexos em toda a cadeia do café, afetando exportações e investimentos no setor.
Processo ainda está em análise
A proposta apresentada pelo USTR ainda não é definitiva. O governo norte-americano segue um processo regulatório que inclui etapas de avaliação técnica e participação pública antes da adoção de qualquer mudança tarifária. O cronograma prevê uma audiência pública em 6 de julho, realizada com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo utilizado pelos Estados Unidos para investigar práticas comerciais de países parceiros.
Pela lista divulgada pelo USTR, continuam livres da tarifa de 25%:



  • Café em grão não torrado, com ou sem cafeína;


  • Café torrado, com ou sem cafeína;


  • Cascas e películas de café;


  • Substitutos de café que contenham café em sua composição;


  • Extratos, essências e concentrados de café, exceto determinadas categorias de café solúvel sem sabor.












Associação Brasileira de Cafés Especiais informou que continuará atuando junto ao governo brasileiro e parceiros comerciais nos Estados Unidos para tentar ampliar as isenções e garantir condições competitivas para todos os segmentos da cafeicultura nacional.




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