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Maringá,26/05/2026

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Gaeco investiga suposto esquema de “rachadinha”

Mandados foram cumpridos na Câmara Municipal em Curitiba e em outros endereços ligados aos investigados

Ministério Público do Paraná/
Gaeco investiga suposto esquema de “rachadinha” Reprodução

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, deflagrou na manhã de hoje (terça-feira, 26) a Operação Déjà-vu, que investiga a suposta prática dos crimes de “rachadinha” e peculato envolvendo um vereador de Curitiba.
Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em diferentes endereços da capital paranaense, incluindo dependências da Câmara Municipal.
As ordens judiciais foram expedidas pela Vara de Garantias da Comarca de Curitiba e tiveram como alvo imóveis ligados aos investigados e pessoas supostamente envolvidas no esquema. Durante o cumprimento das medidas, os agentes apreenderam duas malas contendo grandes quantias em dinheiro, além de aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais que passarão por perícia.
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Segundo o Ministério Público, as investigações apontam indícios de repasses sistemáticos de valores ao vereador investigado, prática popularmente conhecida como “rachadinha”.
O esquema ocorre quando servidores comissionados ou assessores parlamentares são obrigados a devolver parte dos salários recebidos ao agente político responsável pela nomeação.
De acordo com o Gaeco, a apuração contou com autorização judicial para realização de ação controlada, técnica investigativa utilizada para acompanhar movimentações suspeitas sem intervenção imediata, permitindo o aprofundamento das provas e a identificação da dinâmica do suposto esquema criminoso.
Os investigadores trabalham com a hipótese de que os valores desviados teriam origem em recursos públicos destinados ao pagamento de assessores parlamentares.
A prática, caso seja comprovada, pode configurar os crimes de concussão — popularmente associado à “rachadinha” — e peculato, previstos nos artigos 316 e 312 do Código Penal Brasileiro.
A operação mobilizou equipes do Ministério Público e agentes especializados do Gaeco, que atuaram simultaneamente em diversos pontos da cidade durante as primeiras horas da manhã. O conteúdo apreendido será analisado para identificar movimentações financeiras, eventuais transferências de valores, comunicações entre os envolvidos e possíveis ramificações do esquema investigado.
Em nota, o Ministério Público informou que o nome da operação, “Déjà-vu”, faz referência às sucessivas investigações relacionadas à prática de “rachadinha” em órgãos públicos e gabinetes parlamentares. O termo francês significa “já visto” e simboliza a repetição de casos semelhantes investigados pelo órgão ao longo dos últimos anos.
Até o momento, o nome do vereador investigado não foi oficialmente divulgado pelas autoridades responsáveis pela operação.
O Gaeco informou que as investigações seguem em andamento e que novas diligências poderão ser realizadas nos próximos dias, conforme o avanço da análise do material apreendido.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os investigados poderão responder criminalmente pelos crimes apurados, além de sofrer consequências administrativas e políticas no âmbito do Poder Legislativo municipal.




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