Três pessoas morrem em Sarandi.
Atirador invade bar antes da inauguração e mata casal e adolescente.
Rafael Moreira, de 37 anos, a esposa dele, Jéssica de Jesus Hass, de 32 anos, e Matheus Moreira /Andre Almenara Uma confraternização que antecedia a inauguração de um bar terminou em tragédia no fim da noite desta sexta-feira (22), em Sarandi. O crime aconteceu na Rua das Rosas, no Jardim Novo Centro.
Segundo informações da Polícia Militar, familiares e amigos estavam reunidos no estabelecimento quando um homem chegou armado, usando colete balístico, e passou a atirar contra as pessoas que estavam no local.
O bar havia sido adquirido há poucos dias pelo pai de um adolescente que também foi atingido. A inauguração oficial estava prevista para este sábado (23). Na noite anterior, o grupo fazia um churrasco para celebrar a abertura do comércio.
Durante os disparos, um casal foi atingido várias vezes e morreu antes da chegada do socorro. As vítimas seriam parentes do adolescente baleado. O jovem foi atingido na cabeça e sofreu ferimentos gravíssimos. Ele recebeu atendimento de equipes do Samu e foi encaminhado ao hospital em estado considerado extremamente grave, onde não resistiu. Morreram Rafael Moreira do Amaral, de 37 anos, a esposa dele, Jéssica de Jesus Hass, de 32 anos, e Matheus Moreira do Amaral, de 15 anos, sobrinho do casal.
No momento do crime, sete pessoas estavam no bar, incluindo uma criança.
Testemunhas relataram que o autor efetuou diversos disparos, chegou a trocar o carregador da pistola e continuou atirando.
Um rapaz que estava no estabelecimento conseguiu correr e escapar. O criminoso ainda tentou atingi-lo, mas não conseguiu.
Uma equipe da Polícia Militar que estava nas proximidades ouviu os tiros e se aproximou da região. Ao perceber a presença da viatura, o suspeito abandonou uma pistola calibre 9 milímetros e o colete balístico em uma esquina, fugindo a pé em seguida.
Polícia investiga motivação - A área foi isolada para o trabalho da Polícia Científica. Após a perícia, os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal de Maringá. Equipes da Polícia Civil e da Guarda Civil Municipal também acompanharam a ocorrência. A principal linha de investigação aponta para uma possível motivação passional, mas os detalhes são mantidos em sigilo para não prejudicar o andamento das apurações.
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