Gilmar Ferreira
Paulo Biazon virou mais problema do que solução na Secretaria de Esportes
Paulo Biazon deveria avaliar seriamente o retorno ao mandato para o qual foi eleito na Câmara Municipal de Maringá. Na condição de secretário de Esportes, ele acumula desgaste para a gestão e se tornou um dos nomes mais questionados do primeiro escalão.
Entre os episódios que ampliaram a cobrança pública está a polêmica envolvendo a pintura verde sobre grafites na Vila Olímpica. A medida gerou reação negativa de artistas, jovens e moradores que defendem a arte urbana como expressão cultural da cidade.
Além disso, Biazon também enfrentou desgaste na condução da Prova Rústica Tiradentes, especialmente após a repercussão sobre a possível retirada de corredores “pipocas” com apoio da Polícia Militar. O caso provocou críticas porque transformou um evento esportivo tradicional em motivo de tensão pública.
Outro ponto que gerou forte questionamento foi o corte de recursos importantes destinados a entidades esportivas do município.
A decisão provocou reação de atletas, dirigentes e representantes do setor esportivo. Somente após a pressão pública e diversos questionamentos é que houve revisão da medida, aumentando ainda mais o desgaste político da secretaria.
Também há reclamações sobre eventos esportivos que, segundo relatos, não receberam o apoio esperado da Secretaria de Esportes.
Portanto, a permanência de Biazon no cargo levanta uma pergunta direta: ele ainda ajuda a gestão ou apenas amplia o desgaste político?
Na Câmara, Biazon voltaria ao mandato recebido nas urnas. Além disso, teria a chance de reconstruir sua atuação junto ao eleitorado e reduzir o impacto das polêmicas que marcaram sua passagem pela secretaria.
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