30 anos foragido e agora vai cumprir a pena.
Condenado por matar ex-esposa com mais de 70 facadas deve ser transferido para Londrina
Reprodução PoliciaParaguaia Marcos Campinha Panissa, condenado pelo assassinato da ex-esposa Fernanda Estruziani, continua preso na Cadeia Pública de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. Ele foi capturado em San Lorenzo, no Paraguai, no dia 15 de abril, depois de passar mais de 30 anos foragido da Justiça brasileira. A Vara de Execuções Penais de Londrina determinou, ainda no mês passado, a transferência de Marcos Campinha Panissa para uma unidade prisional da cidade. No entanto, a falta de vagas no sistema penitenciário impediu que a mudança fosse realizada de forma imediata.
Em entrevista à CBN o advogado de defesa, Antônio Carlos Vianna, afirmou que a transferência deve ser feita pela Polícia Penal do Paraná ainda este mês.
Segundo o defensor, a superlotação carcerária dificultou o processo, mas uma vaga já teria sido reservada para Panissa na Penitenciária Estadual de Londrina 1, a PEL 1. O advogado afirmou que a transferência para Londrina facilitará o acompanhamento familiar e jurídico. De acordo com Vianna, os pais e irmãos de Panissa vivem na cidade, assim como o próprio defensor.
Crime brutal ocorreu em 1989
Marcos Panissa foi condenado a 19 anos e seis meses de prisão pelo assassinato de Fernanda Estruziani, de 21 anos, ocorrido em agosto de 1989, no apartamento onde ela morava, no Centro de Londrina.
O crime teve motivação passional, segundo a investigação da época. Panissa teria ficado com ciúmes após encontrar Fernanda com o namorado. Ele usou uma cópia da chave para invadir o imóvel e atacou a ex-esposa na cama, enquanto ela se preparava para dormir. Fernanda foi morta com mais de 70 facadas.
Na época do crime, Marcos Campinha ficou foragido por cerca de dois meses antes de se apresentar à polícia e confessar o assassinato. Ele chegou a passar por dois júris em liberdade, mas desapareceu antes da realização do terceiro julgamento, em 1995. Desde então, era considerado foragido e procurado pelas autoridades. A prisão ocorreu somente em abril deste ano, no Paraguai, encerrando uma fuga que durou mais de 30 anos.
Com a transferência encaminhada, o advogado Antônio Carlos Vianna afirmou que pretende trabalhar em um pedido de revisão penal na Justiça. A defesa deve buscar uma nova análise do caso, enquanto Panissa permanece preso e à disposição do sistema penitenciário paranaense. O crime marcou a história policial de Londrina pela brutalidade e pela longa fuga do condenado.
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