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Maringá,18/06/2026

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O caso do advogado acusado de matar o cliente.

OAB Maringá mobiliza comissão de prerrogativas para acompanhar investigação envolvendo advogado em Maringá

OAB/PortalEdsonValerio
O caso do advogado acusado de matar o cliente. Rodrigo Gawlinski/Reprodução

A OAB Maringá emitiu nota oficial sobre o caso envolvendo o advogado Rodrigo Gawlinski, de 32 anos, suspeito em uma ocorrência registrada na noite de 19 de maio de 2026, que terminou com a morte de Nelson de Souza Pedro, de 48 anosNa manifestação encaminhada à imprensa, a subseção informou que acompanha o caso desde que tomou conhecimento da ocorrência e afirmou ter mobilizado a Presidência, a Diretoria de Prerrogativas e a Comissão de Defesa das Prerrogativas Profissionais para acompanhar os desdobramentos.
A instituição lamentou a morte registrada e manifestou solidariedade à família da vítima.
Segundo a nota, assim que tomou conhecimento do ocorrido, a OAB Maringá passou a diligenciar junto às autoridades competentes, incluindo Polícia Militar, Polícia Civil e a equipe médica responsável pelo atendimento ao advogado. O objetivo, conforme a entidade, foi colher informações precisas e oficiais sobre as circunstâncias do caso.
A subseção também informou que criou um grupo de trabalho específico para acompanhar a investigação junto às autoridades de segurança pública, inclusive no âmbito do inquérito policial instaurado para apuração dos fatos.
Entidade acompanha oitivas - Ainda de acordo com a nota, a OAB Maringá já iniciou o acompanhamento das oitivas de testemunhas realizadas pela Polícia Civil. A subseção destacou que seguirá acompanhando todos os atos oficiais relacionados ao caso, no exercício de sua função institucional, para assegurar a observância das garantias legais e constitucionais aplicáveis, além do respeito às prerrogativas profissionais.
Ao mesmo tempo, a entidade afirmou que esse acompanhamento não impede a rigorosa apuração dos fatos e a adoção das providências cabíveis pelas autoridades competentes.
Quem é o advogado suspeito - Rodrigo Gawlinski é advogado criminalista, natural do Rio Grande do Sul, e atuava profissionalmente em Maringá. Segundo informações apuradas pela reportagem, ele já teria sido preso anteriormente em outras quatro ocasiões, uma delas relacionada à suspeita de embriaguez ao volante. Até o momento, a defesa do advogado não havia se manifestado oficialmente sobre o caso.
Nota é assinada pela direção da subseção
A nota oficial da OAB Maringá é assinada pelo presidente da subseção, Dr. Pedro Henrique Souza, pela diretora de Prerrogativas, Dra. Liana Carla Gonçalves dos Santos, e pelo presidente da Comissão de Defesa das Prerrogativas Profissionais, Dr. Rodolfo Menengoti Gonçalves Ribeiro. A entidade reforçou que continuará acompanhando os atos oficiais relacionados ao episódio, sem prejuízo da investigação conduzida pelas autoridades. O caso segue sob apuração da Polícia Civil.
O QUE ACONTECEU
De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, equipes foram acionadas para atender uma situação de esfaqueamento em um apartamento localizado na Rua Tietê, na Zona 7, em Maringá. Ao chegarem ao endereço, os policiais conversaram inicialmente com a filha da vítima, que informou que o pai, Nelson de Souza Pedro, de 48 anos, havia sido esfaqueado dentro do imóvel. Ela apontou o advogado Rodrigo Gawlinski, de 32 anos, como autor das agressões. Segundo o registro policial, as primeiras equipes que entraram no apartamento encontraram o suspeito caído sobre Nelson.
Os policiais relataram que, em determinado momento, Rodrigo retomou a consciência e ainda teria chutado a vítima, que permanecia caída no chão e, naquele instante, aparentemente apresentava sinais vitais.
O boletim aponta que o advogado teria reagido à abordagem policial, desobedecido ordens e entrado em luta corporal com os agentes. Diante do estado de agressividade apresentado, foi necessária a contenção física e o uso de algemas. Duas mulheres que estavam no apartamento relataram à polícia que estavam em um quarto enquanto a vítima e o suspeito permaneciam em outro cômodo. Conforme os depoimentos, elas passaram a ouvir gritos, discussões e sons de agressão física.
Ainda segundo as testemunhas, Rodrigo teria se apoderado de uma faca e iniciado os golpes contra Nelson. Uma das mulheres afirmou ter tentado interromper o ataque utilizando uma panela para atingir o suspeito e afastá-lo da vítima.
O boletim também informa que Rodrigo Gawlinski atuava na defesa de Nelson em um processo relacionado à violência doméstica. Conforme o registro, os dois mantinham contato frequente desde abril.
As testemunhas relataram ainda que seria comum o consumo de substâncias entorpecentes durante os encontros. Foram mencionados, nos depoimentos, possíveis usos de cocaína, crack, maconha e ritalina pelos envolvidos. A Polícia Militar destacou, no entanto, que essas informações partiram exclusivamente dos relatos prestados no local e que não havia confirmação conclusiva sobre a dinâmica do eventual consumo.




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