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Maringá,19/05/2026

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Café aumenta a pressão arterial?

Estudos não encontraram ligação entre café moderado e hipertensão, mas há uma exceção relevante para quem já tem pressão muito elevada

ScienceDaily/VEJA
Café aumenta a pressão arterial? Reprodução PEXELS

A cafeína presente no café provoca uma elevação temporária da pressão arterial, mas isso não significa que a bebida represente risco cardíaco para a maioria das pessoas.
A relação entre café e pressão sanguínea é mais sutil do que a crença popular sugere, mostra um artigo publicado no site ScienceDaily.
A substância age estimulando o coração e provocando o estreitamento dos vasos sanguíneos, o que pode elevar a pressão.
Os níveis da substância no sangue atingem o pico entre 30 minutos e duas horas após o consumo, com meia-vida de 3 a 6 horas, o que significa que a quantidade no organismo cai pela metade nesse intervalo.
O efeito sobre a pressão é mensurável: dependendo do perfil de quem consome, a cafeína pode elevar a pressão sistólica em até 15 mmHg e a diastólica em até 13 mmHg.
Quem bebe café com pouca frequência ou já tem hipertensão tende a ser mais sensível a esse efeito. Pessoas com doenças hepáticas ou cardíacas preexistentes também devem discutir o consumo com um médico.
O que os grandes estudos mostram
A pergunta "Café causa hipertensão crônica?" foi examinada por uma revisão que reuniu dados de 13 estudos com cerca de 315 mil participantes.
Desse total, 64.650 desenvolveram hipertensão ao longo do acompanhamento. O resultado não mostrou nenhuma ligação entre o consumo de café e risco maior de pressão alta.
Os achados se mantiveram consistentes independentemente do sexo, da quantidade ingerida, do tipo de café (com ou sem cafeína), do hábito de fumar ou da duração dos estudos.
A hipertensão (definida como pressão igual ou superior a 140/90 mmHg) afeta cerca de 31% dos adultos no mundo. Metade desse grupo sequer sabe que tem a condição, e quase metade dos que tomam medicação não consegue controlá-la adequadamente.
Há, porém, um grupo para o qual o consumo de café merece atenção redobrada. Um estudo japonês acompanhou mais de 18 mil adultos com idades entre 40 e 79 anos por quase 19 anos.
Entre os participantes com hipertensão grau 2 ou 3 — pressão sistólica igual ou superior a 160 mmHg, ou diastólica igual ou superior a 100 mmHg —, quem bebia dois ou mais copos de café por dia apresentou o dobro do risco de morrer por doenças cardiovasculares (como infarto e acidente vascular cerebral) em comparação com quem não bebia.
O mesmo risco elevado não foi observado em pessoas com pressão normal ou com hipertensão leve (grau 1), definida como pressão sistólica entre 140 e 159 mmHg ou diastólica entre 90 e 99 mmHg. A bebida é composta por centenas de fitoquímicos, compostos que influenciam sabor, aroma e, possivelmente, saúde. Alguns deles podem agir sobre a pressão arterial de forma favorável.
As melanoidinas, por exemplo, participam da regulação do equilíbrio hídrico e de enzimas envolvidas no controle da pressão. O ácido quínico foi associado a reduções na pressão sistólica e diastólica, possivelmente por melhorar a capacidade dos vasos de lidar com variações de pressão.
Para a maioria das pessoas, a recomendação dos pesquisadores é manter o consumo em até quatro xícaras por dia.
Quem tem pressão sistólica igual ou superior a 160 mmHg ou diastólica igual ou superior a 100 mmHg deve considerar limitar o consumo a uma xícara diária e consultar um médico.
Outros cuidados práticos incluem evitar café antes de medir a pressão (a cafeína pode alterar o resultado temporariamente) e não consumi-lo à tarde se isso prejudicar o sono, já que a privação de sono é, por si só, um fator que contribui para elevar a pressão arterial.




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