Recebeu 15 facadas por recusar namoro
Em vídeo nas redes sociais, Alana Rosa, de 20 anos, convocou manifestação para o dia da audiência e cobrou uma punição mais severa para agressor; defesa dele não foi localizada
Reprodução Redes Sociais. Alerta: o texto abaixo aborda temas sensíveis como violência contra a mulher, violência doméstica e estupro. Se você se identifica ou conhece alguém que está passando por esse tipo de problema, ligue 180 e denuncie.
Alana Anisio Rosa, 20 anos, falou pela 1ª vez após ter sido esfaqueada 15 vezes por recusar o pedido de namoro de Luiz Felipe Sampaio Cabral Silva, 22, suspeito do crime.
A jovem convocou uma manifestação para o primeiro dia da audiência do processo que deve acontecer em São Gonçalo (RJ) e cobrou uma punição mais severa para Luiz neste domingo, 5, por meio das redes sociais. O espaço segue aberto para a defesa do suspeito.
“Como a maioria das vítimas de violência, a gente precisa abrir mão da privacidade após sofrer algo tão brutal para cobrar justiça”, disse Alana no vídeo. “Eu sei que se não fala, se não posta, se não compartilha, as coisas são facilmente esquecidas”.
O suspeito teria invadido a casa da jovem e cometido o crime após ela recusar o seu pedido de namoro, em dezembro de 2025. Sampaio está preso preventivamente desde o dia do crime por tentativa de feminicídio.
No vídeo, Alana anunciou que haverá uma manifestação no dia da primeira audiência do processo judicial, às 14h do dia 15 de abril, no Fórum do Colubandê, em São Gonçalo.
“Apesar de ter sobrevivido, como muitas outras vítimas não têm essa oportunidade, não tem essa chance, continua sendo muito brutal o que aconteceu, relembra a todos que nós, mulheres, não estamos seguras na rua, no trabalho, na academia e nem na nossa própria casa. Lugar onde a gente se sente mais segura, onde a gente deveria estar segura”, afirmou a jovem.
Alana foi internada em tratamento intensivo e chegou a ser colocada em coma induzido, respirando por aparelhos. Ela recebeu alta do hospital de São Gonçalo, no dia 4 de março.
Jaderluce, mãe da vítima, também agradeceu à equipe do hospital, que disse, em uma carta, ter sido um privilégio cuidar da jovem, definida por eles como “educada, estudiosa e cheia de luz”. Os trabalhadores do hospital também desejaram boa sorte para Alana nas próximas fases da vida.
Segundo a família de Alana, Luiz Felipe Sampaio Cabral Silva, a perseguia. “Ele tentou tirar a vida da minha filha, invadiu a minha casa. Ele não era o namorado dela, eles nunca tiveram nada, ele só cismou com ela”, afirmou Jaderluce no Instagram, semanas antes da alta médica.
Alana e Sampaio moravam no mesmo bairro de São Gonçalo. O suspeito teria passado a tentar agradar Alana, mandando-lhe presentes. A jovem então teria recusado um relacionamento com ele de forma educada, afirmando que estava concentrada nos estudos e com o objetivo de ser aprovada para a faculdade de medicina. Contudo, mesmo após a recusa, o homem não teria a deixado em paz e mandou mensagens até o dia do crime.
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