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Maringá,01/04/2026

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Gilmar Ferreira

Guto Silva no centro do suposto calote de até R$ 9 bilhões nos prefeitos

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Guto Silva no centro do suposto calote de até R$ 9 bilhões nos prefeitos

O Paraná atravessa uma crise de confiança que não pode mais ser camuflada por vídeos em redes sociais ou peças publicitárias de alto custo.
No centro do furacão está a Secretaria de Estado das Cidades (SECID), sob o comando de Guto Silva.
O que se desenha nos bastidores é um cenário alarmante: uma diferença entre os valores anunciados em eventos oficiais e o montante que realmente existe em caixa para a execução das obras.
O “gargalo” orçamentário, estimado por lideranças municipais entre R$ 6 bilhões e R$ 9 bilhões, ameaça paralisar o estado e transformar prefeitos em “vendedores de ilusões”.

O Custo da Palavra Empenhada

O secretário Guto Silva percorreu o Paraná nos últimos meses assinando convênios, gravando conteúdos para a internet e garantindo recursos para pavimentação, iluminação e infraestrutura. No entanto, o entusiasmo dos anúncios não encontra respaldo no fluxo de caixa.
Prefeituras, baseadas na promessa da SECID, investiram recursos próprios em projetos de engenharia e estudos técnicos complexos.
Há casos graves de municípios onde a iniciativa privada aportou capital para agilizar projetos preliminares, confiando na liberação imediata das verbas estaduais.

Se o recurso não chegar, o prejuízo não será apenas contábil; será moral. O cidadão comum, que viu o prefeito e o secretário anunciarem a obra no rádio e na TV, não quer saber de “reprogramação orçamentária”. Ele quer o asfalto na porta de casa e o posto de saúde funcionando.
Ao inflar anúncios sem o devido lastro financeiro imediato, a gestão de Guto Silva empurra os gestores municipais para o olho do furacão, deixando-os vulneráveis à cobrança direta da população por obras que podem nunca sair do papel.

Transparência ou Propaganda?
O momento exige que o Governo do Estado e, especificamente, o secretário Guto Silva, venham a público com a lista real do que está garantido.
É preciso separar o que é investimento concreto do que é mera peça de marketing político.
A divergência bilionária não é apenas um detalhe técnico; é um risco sistêmico à governabilidade dos municípios.
Sem uma resposta clara e transparente sobre quais obras possuem recursos assegurados, o risco é consolidar o Paraná como o “Estado da Promessa”, onde o asfalto só existe no vídeo e a conta, invariavelmente, sobra para o povo e para os prefeitos.



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