Mudanças redesenham o poder na ALEP
Terminado o espaço da janela partidária, muitos deputados e prefeitos mudaram de lado.
Reprodução O nome do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), chegou à sessão desta segunda-feira (6) na Assembleia Legislativa em um cenário diferente do que projetava antes do fim da janela partidária.
Apesar de o PSD ter ampliado sua bancada para 19 deputados estaduais, o Palácio Iguaçu perdeu o controle absoluto sobre a sucessão política dentro da Assembleia Legislativa do Paraná. O novo cenário revela uma base mais fragmentada e menos previsível.
A composição da Assembleia mudou nos últimos dias.
O PSD passou a contar com 19 deputados, enquanto o PL saltou de cinco para 12 parlamentares.
O Republicanos cresceu de dois para cinco. Já o União Brasil perdeu os sete deputados que tinha na Casa.
O PT manteve seis cadeiras.
O avanço do PL, ligado ao senador Sergio Moro, e o fortalecimento do Republicanos, liderado por Alexandre Curi, alteraram o equilíbrio de forças no Legislativo estadual.
Na prática, o governo mantém uma bancada numerosa, mas já não tem a mesma capacidade de conduzir sozinho os rumos políticos da Assembleia. O novo cenário também aumenta a possibilidade de abertura de comissões parlamentares de inquérito. Com 18 assinaturas, já é possível instalar uma CPI na Casa.
Entre os temas que começam a circular nos bastidores estão possíveis investigações envolvendo Tayayá, Ligga Telecom, Olho Vivo, PoupaTempo e Sanepar.
A CPI do Tayayá é vista como a mais sensível neste momento, por envolver questões ambientais, disputas empresariais e possíveis desgastes no entorno político do governo.
Além das mudanças partidárias, nomes importantes deixaram a base do PSD.
Alexandre Curi migrou para o Republicanos e se posiciona como pré-candidato ao governo.
Rafael Greca deixou o PSD rumo ao MDB. Ney Leprevost também passou a integrar o Republicanos.
Enquanto isso, o PL ampliou sua presença e se consolidou como um polo independente dentro da direita paranaense.
Ratinho Junior mantém peso institucional, estrutura administrativa e presença política relevante. No entanto, o cenário após a janela partidária indica uma mudança importante no ambiente político.
A sucessão de 2026 deixou de ser conduzida exclusivamente pelo governo, e a Assembleia volta a atuar também como espaço de pressão.
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