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Maringá,12/03/2026

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Ana Castela compartilha diagnóstico de TDAH

Profissionais de saúde destacam a importância de acompanhamento e métodos para melhorar foco e organização

G1/RedeSocial
Ana Castela compartilha diagnóstico de TDAH Reprodução redes sociais

O anúncio recente de Ana Castela sobre o diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) voltou a colocar a saúde mental em evidência nas redes sociais. A cantora revelou que descobriu o transtorno após avaliação médica e contou que compreender a condição ajudou a explicar comportamentos e desafios vividos ao longo da vida.
A repercussão gerou identificação entre internautas, especialmente porque o TDAH ainda é subdiagnosticado em adultos. Sintomas como dificuldade de concentração, procrastinação e sensação constante de mente acelerada podem acompanhar a pessoa por anos antes de um diagnóstico formal.
A psiquiatra Jessica Martani explica que o transtorno está relacionado ao funcionamento de áreas do cérebro responsáveis pela atenção e pelo controle de impulsos.
"O Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade é uma condição neurobiológica que interfere principalmente na capacidade de manter atenção, organizar tarefas e controlar impulsos. Dependendo do perfil do paciente, ele pode se manifestar com sintomas de desatenção, hiperatividade ou impulsividade. Em adultos, é muito comum aparecer como dificuldade de foco em atividades prolongadas, procrastinação frequente, sensação de sobrecarga mental e dificuldade para concluir tarefas", afirma.
Segundo a especialista, identificar corretamente o transtorno é essencial para que o paciente consiga buscar tratamento adequado.
"Muitos pacientes chegam ao consultório depois de anos lidando com dificuldades acadêmicas, profissionais ou de organização pessoal sem compreender a origem dessas questões. Quando o diagnóstico é feito, é possível iniciar um tratamento estruturado, que pode envolver acompanhamento psiquiátrico, psicoterapia e mudanças de hábitos que favoreçam concentração e qualidade de vida", detalha.
Para a psicóloga Anastácia Barbosa, o momento do diagnóstico também costuma representar um importante processo de autocompreensão.
"É muito comum que adultos com TDA ou TDAH tenham crescido ouvindo que eram distraídos, desorganizados ou que não se esforçavam o suficiente. Isso pode gerar frustração e baixa autoestima ao longo do tempo. Quando o diagnóstico acontece, muitas pessoas sentem um alívio emocional, porque finalmente conseguem entender que essas dificuldades fazem parte de um funcionamento neurológico específico", observa.
Ela destaca que a psicoterapia contribui para desenvolver estratégias práticas de organização do dia a dia:
"No acompanhamento psicológico, trabalhamos habilidades como organização, planejamento, gestão do tempo e regulação emocional. O objetivo é ajudar o paciente a entender melhor seu próprio funcionamento mental e desenvolver métodos que tornem a rotina mais estruturada e menos estressante."
Além do acompanhamento médico e psicológico, algumas técnicas complementares podem auxiliar no tratamento. O hipnólogo Felipe Gonzalez conta que a hipnoterapia pode ajudar no manejo de certos sintomas, mas não substitui terapias tradicionais.
"A hipnose pode ser utilizada como um recurso auxiliar no tratamento de pessoas com Transtorno do Déficit de Atenção, principalmente para trabalhar aspectos como concentração, ansiedade e controle da impulsividade. Durante o estado hipnótico, o paciente entra em um nível profundo de foco, o que permite trabalhar padrões de pensamento e comportamento que podem interferir na atenção e na organização mental", revela.
Ele reforça, porém, que a hipnose não deve ser vista como solução isolada. "A hipnose não cura o TDAH e não substitui acompanhamento médico ou psicológico. Ela atua como uma ferramenta complementar dentro de um processo terapêutico mais amplo, ajudando o paciente a desenvolver maior autoconsciência, fortalecer habilidades de foco e lidar melhor com distrações e sobrecarga mental", pontua.
Para os especialistas, relatos públicos como o de Ana Castela são importantes para ampliar o debate sobre saúde mental e ajudar outras pessoas a reconhecerem sinais do transtorno. O diagnóstico correto continua sendo considerado o primeiro passo para garantir acesso a acompanhamento profissional e desenvolver estratégias eficazes para lidar com os desafios do dia a dia.





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