38% dos eleitores não votam em envolvidos no escândalo Master.
Genial/Quaest: 38% dos eleitores evitariam votar em nomes ligados ao caso Master; proporção é maior entre bolsonaristas
Foto: RovenaRosa/Globo É o que mostra pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira. Já 29% levariam o tema em consideração no momento do voto, assim como outras questões, e 20% descartam a influência na escolha no pleito. Outros 13% não sabem ou não responderam.
Veja os números:
Evitaria votar em qualquer candidato envolvido no escândalo do Banco Master: 38%
Levaria o tema do Banco Master em consideração, assim como outras questões: 29%
Não levaria o tema do Banco Master em consideração para escolher quem votar: 20%
Não sabem ou não responderam: 13%
O posicionamento contrário ao voto a candidatos associados ao Master é mais presente no segmento bolsonarista, alcançando 49%, enquanto 36% dos lulistas têm a mesma posição. Por outro lado, 26% dos apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não levaria o tema em consideração na hora do voto, superando o total de 17% no grupo alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Os entrevistados também foram questionados quem foi mais afetado negativamente pelo escândalo do Master.
O Supremo Tribunal Federal (STF) foi escolhido por 13%. Aparecem em seguida o governo Bolsonaro (11%), a gestão de Lula (10%), o Banco Central (5%) e o Congresso Nacional (5%). Outros 40% responderam “todos eles” e 1% avalia que nenhuma das opções é a correta. Já 17% não sabem ou não responderam.
Veja os números:
Todos eles: 40%
STF/Judiciário: 13%
Governo Bolsonaro: 11%
Governo Lula: 10%
Banco Central: 5%
Congresso Nacional: 3%
Nenhum deles: 1%
Não sabem ou não responderam: 17%
Entre lulistas, o governo Bolsonaro foi o mais afetado (30%), enquanto apenas 2% veem o STF nesta posição. No bolsonarismo, a gestão lulista (26%) empata tecnicamente com o Judiciário (23%) como os mais citados. A pesquisa foi protocolada junto à Justiça Eleitoral.
Foram realizadas 2.004 entrevistas entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
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