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Maringá,03/03/2026

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Oposição questiona “base secreta” da China

Deputados da oposição cobram esclarecimentos do ministro Mauro Vieira sobre presença de base chinesa apontada pelo Congresso dos EUA

Agencia Câmara
Oposição questiona  “base secreta” da China ministro Mauro Vieira /Hugo Barreto/Metrópoles

Integrantes da oposição ao governo Lula na Câmara questionam o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, sobre a suposta existência de uma “base militar secreta” da China em território brasileiro.
Os requerimentos, assinados pelos deputados Evair Vieira de Melo (PP-ES) e Gustavo Gayer (PL-GO), solicitam o envio de um pedido de informações ao ministro e a convocação de Mauro Vieira para prestar esclarecimentos à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara.

A existência, desde 2020, de uma base militar chinesa em Salvador, na Bahia, para operações espaciais e uso de telescópios foi apontada em relatório do Comitê Seleto sobre a China, criado pela Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.
O documento afirma que a unidade faz parte de uma rede de pelo menos 11 bases chinesas instaladas em países da América Latina, destinada a coletar informações e ampliar a capacidade bélica do Exército Popular de Libertação (PLA).

deputado Evair Vieira de Melo                                                   deputado Gustavo Gayer                                       

Em seu requerimento, o deputado Evair Vieira de Melo questiona “a existência de tratado, acordo internacional, memorando de entendimento ou qualquer instrumento diplomático formal relacionado às referidas iniciativas”.
O parlamentar também pede informações sobre a natureza jurídica do eventual acordo e se existe previsão de “compartilhamento de dados, tecnologia, infraestrutura, capacitação técnica ou acesso a instalações estratégicas situadas em território brasileiro”.
“Segundo o referido documento [do Congresso dos EUA], a denominada ‘Tucano Ground Station’ possuiria capacidades técnicas compatíveis com operações de rastreamento orbital, transmissão de dados e monitoramento de objetos espaciais, podendo apresentar potencial de uso dual, isto é, aplicável tanto a finalidades civis quanto estratégicas”, observa o deputado.
“Não se trata de aderir automaticamente a narrativas externas, tampouco de questionar, de forma precipitada, a legitimidade de cooperações científicas internacionais — prática consolidada e desejável no desenvolvimento tecnológico brasileiro. O que se busca é assegurar que tais parcerias ocorram sob pleno controle soberano do Estado brasileiro, com transparência institucional, observância das normas constitucionais e adequada proteção dos interesses nacionais”, argumenta Vieira de Melo.
Já o deputado Gustavo Gayer cobra a presença do ministro Mauro Vieira em audiência na Comissão de Relações Exteriores.
O parlamentar quer esclarecimentos em relação às medidas adotadas pelo governo brasileiro junto aos EUA após a divulgação do relatório e sobre “mecanismos de salvaguarda de soberania” no caso da existência de acordos desse tipo com a China.
“Ainda que o teor do documento não tenha sido confirmado pelas autoridades brasileiras, sua divulgação produz efeitos diplomáticos e estratégicos concretos. A simples menção a estruturas militares estrangeiras em território nacional pode impactar a percepção internacional sobre o posicionamento geopolítico do Brasil, influenciar relações bilaterais com parceiros tradicionais e suscitar questionamentos em fóruns multilaterais”, afirma Gayer.




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