“Nos curvamos”, diz o líder do governo.
Líder do governo no Congresso ainda descartou apresentar recursos contra envio de dados de Lulinha à CPMI do INSS
Reprodução Metrópoles O líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues, disse que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá aceitar a decisão de Davi Alcolumbre sobre manter a votação da CPMI que aprovou a quebra de sigilo de Fábio Luiz Lula da Silva, o “Lulinha”.
O parlamentar ainda descartou judicializar a questão. Alcolumbre disse não haver embasamento para intervir e anular a decisão do colegiado da última quinta-feira (26/02), que em uma votação simbólica – sem o registro nominal dos votos – aprovou por 14 votos a 7 as quebras de sigilo telemático e bancário do filho do presidente.
Depois da decisão, o líder do governo passou a alegar que a “raiz” do conflito teria sido a recusa do presidente da CPMI, Carlos Viana, em pautar requerimentos de interesse do governo, como a convocação da sócia de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e quebras de sigilo do Clava Bank, fintech do pastor evangélico bolsonarista André Valadão.
“Nos rendemos e nos curvamos ao entendimento pacificado no dia de hoje (…) Da nossa parte, essa questão está encerrada e o que esperamos da direção da CPMI é que na próxima quinta-feira os nossos 25 requerimentos sejam pautados”, disse Randolfe.
O líder do governo ainda afirmou que, caso os requerimentos dos governistas tivessem sido pautados juntos aos que miravam Lulinha, teriam votado a favor “com certeza”. Randolfe negou que a decisão de Alcolumbre prejudica a relação com o governo Lula.
Careca - Lulinha passou a ser alvo da CPMI após as investigações por desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mencionarem um suposto vínculo dele com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Os requerimentos foram capitaneados pela oposição e se deram dias depois se ser tornado público que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça ter autorizado a quebra de sigilo do filho do presidente em janeiro.
Segundo Randolfe, o fato explicitaria que o governo não tentava resguardar Lulinha, já que esses sigilos já teriam sido quebrados pela Polícia Federal no inquérito que corre no STF. No mesmo dia da votação na CPMI, Viana já enviou ofícios para ter acesso aos dados sigilosos em um prazo de 5 dias.
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