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Maringá,03/03/2026

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Torcida vai paga R$ 2 milhões por indenização.

O MPSP formalizou o acordo com a Mancha Alvi Verde para a responsabilização da emboscada que matou cruzeirense, em outubro de 2024

Enzo Marcus/MPSP/Metropoles
Torcida vai paga R$ 2 milhões por indenização. MPSP/

O Ministério Público de São Paulo formalizou um acordo com a torcida organizada palmeirense Mancha Alvi Verde, em que a agremiação se compromete a pagar uma indenização mínima de R$ 2 milhões pela emboscada, que matou um torcedor do Cruzeiro, no dia 27 de outubro de 2024, na rodovia Fernão Dias, altura de Mairiporã, na Grande São Paulo.
A ação incendiou um ônibus, causou a morte de José Victor Miranda e deixou outras 15 pessoas feridas.

O Ministério Público e a Mancha Alvi Verde formalizaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) no qual a organizada assume a responsabilidade civil pelos danos decorrentes do episódio violento.
Por volta das 5h do dia 27 de outubro de 2024, no km 65 da Rodovia Fernão Dias, trecho de Mairiporã, na região metropolitana de São Paulo, membros da Mancha Alvi Verde, torcida do Palmeiras, fizeram uma emboscada para torcedores do Cruzeiro.
Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foram acionados para a ocorrência e, no local, encontraram um ônibus incendiado e outro depredado. Rojões, barras de ferro, madeiras e fogos de artifício foram apreendidos.
Como mostrado, a organizada palmeirense teria monitorado e interceptado a Máfia Azul, torcida organizada cruzeirense que viajava em dois ônibus na rodovia.
Os torcedores mineiros voltavam de Curitiba, no Paraná, onde o Cruzeiro jogou contra o Athletico Paranaense.
Os membros da Mancha Alvi Verde foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e respondem criminalmente por homicídio qualificado tentado e consumado, incêndio e promoção de tumulto esportivo. Segundo o MPSP, a emboscada foi motivada por vingança a um ataque semelhante que ocorreu em 28 de setembro de 2022.
O valor será destinado à reparação dos danos materiais e morais, priorizando os familiares de José Victor Miranda. A colunista Demétrio Vecchioli, do Metrópoles, adiantou que os herdeiros da vítima deverão receber R$ 1 milhão da Mancha, enquanto R$ 200 mil serão destinados à empresa dono do ônibus incendiado e R$ 250 mil vão para o Fundo Municipal de Segurança de Mairiporã.
O restante será destinado, a título de reparação mínima, para as demais vítimas, que seguem podendo buscar reparação individual na Justiça. Aquelas que sofreram lesões graves e gravíssimas receberão até R$ 80 mil e, as com lesão leve, terão direito a até R$ 20 mil.
Ainda segundo a promotoria, para continuar existindo e voltar a frequentar os estádios, a Mancha deverá enviar uma listagem atualizada de todos os associados às autoridades e serão obrigados a informar os órgãos de segurança sobre os deslocamentos e comboios organizados.
O acordo impõe uma punição severa aos associados envolvidos em atos ilícitos. Além disso, integrantes da torcida que forem indiciados ou denunciados por violência serão suspensos preventivamente, podendo ser expulsos da agremiação de forma definitiva em casos de crimes graves ou reincidência.
“O Ministério Público de São Paulo ressalta que o descumprimento das cláusulas ou a repetição de confrontos planejados resultará na suspensão imediata do acesso a estádios e poderá levar ao ajuizamento de ação para a extinção definitiva da associação”, diz a promotoria em comunicado.
43 torcedores da antiga cúpula da organizada foram denunciados na esfera criminal pela emboscada. Todos foram acusados de homicídio consumado, tentativas de homicídio qualificado e outros crimes.




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