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Maringá,27/07/2026

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Claudinei Silva - Terapeuta

Vícios: por que o cérebro continua repetindo aquilo que faz mal?

Reprodução/Autor
Vícios: por que o cérebro continua repetindo aquilo que faz mal?

Quando falamos em vício, muitas pessoas pensam apenas em álcool ou drogas.
Mas o cérebro não faz essa distinção. Ele pode desenvolver o mesmo padrão de dependência em relação à pornografia, jogos, redes sociais, compras, apostas, comida e até relacionamentos.
O ponto em comum entre todos eles não é o objeto do vício, mas a função que ele passou a exercer.
Nosso cérebro aprende por repetição. Sempre que um comportamento produz alívio, prazer ou reduz uma emoção desagradável, ele registra essa experiência como uma estratégia eficiente para lidar com aquela situação.
Quanto mais essa estratégia é repetida, mais automática ela se torna.
É por isso que muitas pessoas dizem: “Eu sei que isso está me fazendo mal, mas não consigo parar.”
O problema raramente está na falta de força de vontade. Está no fato de que aquele comportamento deixou de ser apenas uma escolha e passou a funcionar como um regulador emocional.
Quem recorre à comida pode estar tentando aliviar a ansiedade. Quem compra de forma impulsiva pode estar buscando uma sensação momentânea de recompensa. Quem consome pornografia compulsivamente pode estar tentando preencher sentimentos de solidão, rejeição ou estresse. Quem bebe excessivamente, muitas vezes, não procura apenas o álcool, mas a sensação de desligar a mente por algumas horas.
O cérebro não está buscando o vício em si.
Ele está buscando o efeito que aquele comportamento produz.
É justamente por isso que muitas pessoas abandonam um vício e desenvolvem outro. Deixam o cigarro, mas passam a comer compulsivamente. Reduzem o consumo de álcool, mas aumentam as compras impulsivas. O comportamento muda, mas o padrão permanece.
Enquanto a origem desse mecanismo não é compreendida, o cérebro continuará procurando novas formas de produzir o mesmo alívio.
Isso não significa que toda compulsão ou dependência tenha a mesma causa.
Fatores genéticos, biológicos, psicológicos, familiares e sociais influenciam o desenvolvimento dos vícios.
Porém, em muitos casos, eles acabam se tornando uma tentativa de regular emoções que a pessoa nunca aprendeu a enfrentar de outra maneira.
Por isso, tratar apenas o comportamento costuma ser insuficiente. É preciso compreender qual função aquele vício passou a exercer na vida da pessoa.
A verdadeira pergunta deixa de ser “Como faço para parar?” e passa a ser:
“O que esse comportamento está tentando aliviar dentro de mim?”
Porque, muitas vezes, o vício não é o problema principal. Ele é a tentativa que o cérebro encontrou para aliviar uma dor que continua sem ser compreendida.

Se você tem problemas com vicio ou conhece alguém que sofre, podemos te ajudar, conheça meu trabalho em www.institutoneisilva.com.br




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